domingo, 27 de julho de 2014

WWW3, criando o medo ao vivo e online, o terror pode vencer!

  O professor Abu Sadr da Universidade de Gaza, em entrevista para a RT, Russian Today, afirma que Israel esta punindo o povo palestino como um todo e não apenas lutando contra os mísseis, túneis e ataques suicidas de soldados doutrinados e bem equipados, armados e comandados por alguém dentro de um túnel no subsolo ou no Qatar, que obedece a lideres religiosos e fala para o mundo através de mascaras. Desde 2001, Gaza foi injetada com dinheiro de um grupo de países, incluindo o Brasil. E construída para ser uma base de ataque a Israel, num plano que envolve e conta com apoio de todo o povo árabe palestino e suas organizações no Líbano, no Iran, no Qatar, ou seja,  onde existe o poder  religioso da Revolução Islâmica e o interesse do petróleo  Obviamente nem todos os participantes tem o mesmo interesse ideológico, mas os fins justificam os meios.
Gaza em 1998, ainda sob controle Fatah

Essa base do terror foi criada e equipada para que os grupos diversos islâmicos existentes ali e controlados pelo "poder legitimo eleito pelo povo", o Hamas, aliados aos outros  que operam em Gaza e em toda a região, pudessem atacar Israel coordenadamente  por um bom tempo, numa guerra de guerrilhas, com a intenção de atrair o exercito para dentro de Gaza. Para isso contou com a ajuda e conhecimento técnico militar de potências como a Coreia do Norte, ficando bem claras as intenções dessa rara aliança xiita-sunita. Durante os anos que o Egito viveu a euforia da Primavera Arabe, agora percebida como o Inicio do Inferno da Jihad Islâmica Mundial, não havia um bloqueio total do lado egípcio e foi facilitado o acesso ao concreto, armas, maquinas para produção em massa de mísseis e morteiros, explosivos, e quem sabe armas químicas. Essa á a solidificação da ideia da ALQaeda. 

Agora percebemos que no mundo atual e moderno, existem dois lados bem definidos: ricos e os pobres. Para os ricos, as guerras e a violência do estado fazem parte da estúpida normalidade. Em nome de limites e territórios e uma duvidosa moralidade religiosa, o apartheid é sócio-econômico e cultural. E nestes países temos os sem pátria, os refugiados, os sem direitos. A riqueza não significa mais liberdade, nem de pensamento. Já nos países pobres, dominados por regimes do medo e opressão, como os árabes,  iranianos, pakis, etc...as pessoas não saem as ruas para protestar contra o que acontece na Síria, ou no Iraque, Líbia, pois na verdade a violência regional e interna já faz parte da guerra psicológica ideológica. Ali, o inimigo esta bem definido: as outras tribos. E todas as tribos juntas contra "o infiel, o invasor, os judeus da América com seus aliados ricos".

Não se trata mais de exércitos de estados lutando por territórios e riquezas, mas de  grupos de interesses ideológicos religiosos. A WWWIII é a guerra de terror psicológico, onde os pequenos ameaçam os grandes. Voltamos aos tempos dos Califas, das Cruzadas, desta vez com toda a tecnologia e online. Mas apesar de toda a energia que produzimos,  Escuridão e o Medo são cada vez mais uma realidade.

Um exemplo, apesar de existirem muitos ucranianos, russos, e outros etnicamente similares espalhados pelo mundo, vivendo no Brasil, nos USA ou mesmo na Europa, não saem as ruas para protestar em lugares onde são imigrantes. Assistem ao vivo  matança que acontece neste exato momento na Ucrânia,  com aviões sendo abatidos, mísseis Grad sendo disparados direto sobre populações. Conseguem falar com a família e perceber a destruição de patrimônio cultural, suas cidades cercadas, suas crianças e velhos mortos. Mesmo assim, o russo ou ucraniano médio, que vive fora da região pelo mundo, apesar de manter sua cultura e viver em colônias que mantem o idioma, não faz a menor ideia o que esta acontecendo em Doniestsk, Lugansk, e outros lugares com nomes impronunciaveis. Portanto, não pode e não tem a quem acusar. Muito interessante assistir na TV deles um professor de Gaza, demonizando Israel e culpando pelo sofrimento de todo o povo palestino.
Isso nitidamente é um tipo de propaganda para manter o mundo quieto sobre o que acontece nesses países satélites europeus, depois da queda do Muro.

Do mesmo modo, inexiste revolta dos negros que vivem no mundo rico, pelos crimes do Boko Haram, as matanças étnicas e tribais, o sequestro de 200 meninas. Quando se trata de Africa e sua miséria mazelenta, o mundo silencia. Quando se trata de terceiro mundo, o melhor é manter a miséria ideológica, através do islamismo ou catecismo. Mantem o preço das commodities baixo.

O mesmo podemos dizer com relação a revolta dos brasileiros exilados pelo mundo contra as cagadas que acontecem no Brasil. Protestam contra o gigantismo adormecido, pelo sequestro do poder por um sistema corrupto, que permite e rouba na cara de pau para alimentar um plano neo-bolivarista inspirado em Cuba? A maioria recebe bolsa-familia e silencia e deixa disso...afinal ninguém é brasileiro 100%, nem os nativos.

Esse é o problema de ser judeu num mundo onde ninguém sabe muito bem por quem é e  pelo que esta lutando, onde não existe mais ideologia livre, ou modo de pensar independente. Tentando manter a liberdade de pensamento e o direito humano inalienaviel de poder viver em paz em qualquer lugar, desde que compre esse direito, ou com dinheiro ou  através de uma postura humana merecedora.  Apesar de sua natureza nômade, o povo do livro se adapta a essa ultrapassada realidade mundial de "estados". Mais acostumado ao conceito de Reino Divino, em sua independência pode cometer abusos de poder, errar é humano.

Podemos dividir os grupos de países que usam a riqueza para o progresso e bem estar do mundo, e outros que usam seu poder econômico para oprimir através de ideologias polarizadas onde convivem a apatia e a violência. O consumo alucinado e a miséria violenta se cruzam nesse mundo que deveria ser para todos. Por tentar criar um estado para seu povo e para todos, onde exista mais justiça social e um padrão moral e espiritual elevado, o judeu continua sendo perseguido e culpado. Vitimado pelo ódio dentro de todos, gerado e causado pela ignorância,  e pela  opressão de um ser pelo outro. Citando Pirkei Avot, a Ética dos Pais: "Num lugar onde não existem Pessoas, procure agir como Pessoa".

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Nem tudo está perdido...ainda!

O pior inimigo da Natureza é o ser-humano e sua sociedade organizada, industrial. O mar e o ar que respiramos estão se tornando inviáveis para os peixes, aves, e outras formas de vida. Em breve, as condições atmosféricas podem acabar com a vida humana, se a contaminação do ar e da água, assim como da terra, continuar nessa escala. A maioria da enorme quantidade de plástico, toxinas e metais pesados despejados no meio-ambiente todos os dias, não recebem tratamento adequado. As leis protegem as empresas poluidoras e o direito ao uso dessas mercadorias e bens de consumo criados, são definidos como propriedade privada e protegidos por lei. E a propriedade comum? O grande bem, a Criação Divina começou pela Terra e não pelo Homem! Ativistas ambientais são assassinados e considerados terroristas, presos. A industria e o mercado enriquecem o Homem acabando com a Natureza. Tudo em Nome de um deus de antigas religiões que ignoravam a existência de outro lado do Planeta, e acreditam em palavras humanas escritas, onde outras pessoas mais espertas são profetas, filhos de deus e devem salvar espiritualmente, mediante uma pequena doação, os semelhantes para que eles produzam mais lixo e façam a guerra contra aqueles que não acreditam nas palavras do seu livro. Tudo um lixo! Felizmente as novas gerações estão se ligando nessa questão, não apenas nos aspectos legais ou socio-ambientais, mas no lado filosófico da coisa, na idéia de que se torna possível limpar o planeta, se assim desejarmos, mas como um todo. Claro que a enfase na mídia esta nas questões mais imediatas como as guerras e conflitos, nas finanças ou no emprego. A fome sempre foi tratada como um asset pelo mercado, quanto mais fome, mais se produz lixo industrial, mais sede, mais pet, e assim por diante. Uma verdadeira revolução precisa acontecer nos métodos de distribuição e educação, onde as pessoas sejam parte do processo como um todo, num ciclo sustentável. Já temos muitas iniciativas por todo o planeta, em diversos países, graças ao progresso cientifico, a tecnologia possibilita que as informações sejam cada vez mais publicas, dando aos indivíduos poder para disseminar e colaborar, ser uma ferramenta. O GMA, Guardiões da Mata Atlantica com projetos como Resevalores e Grumarilhas, o Instituto Eco-Faxina, entre outros tantos jovens ativistas, biólogos, veterinários, oceanografos, mergulhadores, amantes da natureza, assim como organismos internacionais, como Green Peace, podem ensinar muito com sua experiência sobre os perigos que estamos enfrentando. Todos os seres da Criacão, ameaçados hoje sob as areias das praias, nas florestas, no mar, na agua que consumimos e no ar. Iniciativas pontuais como o Captain Don, são muito interessantes e bem vindas. Na foto abaixo, material recolhido na praia da Reserva, em algumas horas, num pequeno pedaço da praia...
   foto: Dudu Lima Filho

http://www.marinecleanupinitiativeinc.org
http://guardioesdamataatlantica.org

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sociedade perfeitamente errada!

Basta andar pelo Rio na periferia, perto das comunidades em bairros tradicionais, locais onde eram cinemas e lojas estão virando locais de cultos das mais variadas igrejas. O prazer de fazer uma fila, comer pipoca, beijo na boca no escurinho e depois comentar o filme comendo uma pizza na cantina, virou o medo de sair de carro a noite.
O mundo esta enfrentando o Caos graças ao poder politico exercido em massa por estados e  religiões que anestesiam o cérebro das pessoas, criando a ilusão de um modelo de vida que você comprava pela TV, e agora pode ser pela internet. Esse modelo de vida imposto para as pessoas desde seu nascimento pela família, ira determinar a felicidade ou IDH pessoal de cada um.
Vivendo através do medo constante do pecado, do erro, em algum lugares chegando ao terror físico do extermínio, como ser  uma família xiita numa região sunita ou vice-versa, cristãos maronitas e coptas assassinados no Egito e na Síria; na Rússia em algumas regiões os cristãos se refugiam dentro de igrejas, em Bangladesh os Sicks são exterminados, os monges e os chineses brigam no Nepal, e aqui no Brasil os evangélicos chutam os santos de barro e pregam com violência contra os GLS e macumbeiros; os skin-head contra os nordestinos e negros, e negros e mestiços das facções, comandados desde os presídios, equipados e armados nos morros protegendo seus feudos sem lei, numa guerra contra as drogas que são exclusividade de traficantes armados. As milicias que controlam o transporte e o gás,  policiais corruptos que enriquecem as custas da proibição de drogas e armas, dando cobertura para os bandidos.
Libertem as comunidades desse terror. Legalizar seria uma forma de mudar, sem esquecer que o dinheiro da droga financia o crime, mas o culpado pela violência não deveria ser o consumidor final.
A verdadeira droga, indispensável para a grande maioria dos viciados !!
Cada um com sua droga  e chega de proibir o que é improibível..
A violência ataca a toda a população,  fato de ser proibido e demonizado por padres, pastores, policiais e outros malucos radicais violentos em suas crenças numa "sociedade burguesa perfeita" que acredita em Papai Noel mas não acredita nas pessoas e na sua liberdade pessoal e o direito do outro de acreditar no que quiser e fazer com seu corpo de acordo com sua própria mente e com seu dinheiro. O uso do dinheiro publico para combater o trafico de drogas, é uma falácia enorme voltada para tapar o sol com a peneira e manter a população em estado de sitio constante nas comunidades, através de UPPs. A policia é mal remunerada e treinada para reprimir e não para investigar e solucionar crimes, pelo contrario: alguns maus fornecem armas e drogas para os bandidos e controlam as propinas. Nos países modernos, onde a droga é legalizada, a própria população local se encarrega de expurgar os bandidos violentos. Aqui parece reinar o poder do $$, que libera tudo para os mais ricos, mas os obriga a viver em guetos e condos cercados. Sem falar no  dinheiro investido no sistema penal que abriga literalmente os bandidos criados pelo estado e suas proibições, numa sociedade que cultua a violência e as armas como forma de demonstrar poder, se tornou uma situação insustentável. Esse quadro social precisaria ser revertido e todo o esforço do estado deveria ser usado para construir escolas e moradias dignas para essas pessoas e para toda a classe media, e o dinheiro arrecadado com a venda de drogas devidamente legalizadas, passaria a pagar impostos e ser investido na saúde e educação e no desenvolvimento dos municípios e regiões pobres. Legalizar é preciso. Urgente!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Deixando a cerca pra trás..

1974, os protestos eram raros, a não ser as passeatas da TFP,  e as prisões eram realidade, mas não havia uma conscientizacao ou até mesmo algum tipo de discussão sobre o que rolava, nossa doutrina era outra: musica, dança, acampar, fogueira, jogar vôlei, futsal, ping pong, fotografar e revelar as fotos e ter a cabeça feita com a ajuda de chaverim muito especiais do Shomer.  Todas as ideologias e a parte, nosso lance era a  realização da Aliyah, em grupo e a nível pessoal. Não estávamos muito preocupados com a pecha de comunistas que nos era sempre atribuída na comunidade judaica. Dentro dos contextos e conceitos mais absurdos possíveis e extremos, nossa onda era viajar! Sexo livre, drogas e rock and roll orientavam nossa vida, o estudo não cabia, literalmente.  Sabiamos apenas da convivência com os chaverim, no ken, esportes, os programas e discussões de ideais políticos e filosofia de banca de jornal, mas em especial, Israel e o kibutz. Mesmo assim no Bom Retiro quando visitávamos famílias para vender nossos produtos, discos, livros, vinhos, matzot, calendários,  eles ajudavam muito, no Més da Tnua fazíamos gincanas e campanhas para arrecadar fundos. Nesse ano, nas ferias de verão,  com o dinheiro arrecadad,  mais de 40 companheiros embarcaram para Israel, muitos que não tinham condições familiares para custear a viagem com direito a parada em Amsterdam conseguiram viajar.  Meu pessoal em geral era muito tranquilo, e não gostavam de brigas, mas prender essa galera dentro de um 747 por muito tempo foi complicado. Roubaram o isqueiro de ouro do piloto da KLM e todos os assentos infláveis que puderam levar,  cobertores. Ninguem descia do avião até que não fosse entregue o isqueiro do piloto. Eu sabia quem havia surrupiado o isqueiro, juntamos alguns companheiros e convencemos a turma da pesada a devolver o isqueiro de ouro do piloto e o resto dos artigos furtados do avião. Foram 2 meses de atividade, passeios, seminários, trabalho nem diversas áreas do kibutz. A atmosfera apôs a Guerra de Yom Kipur era contagiante, a perspectiva heróica da Haganah e do Palmach e seus generais heróis nos atraiam como Fidel e sua turma. E não descansei, em  76 consegui chegar lá, no Kibutz Nachshon, como outros companheiros, éramos como seres livres da burguesia, das famílias e nossos problemas...novos trabalhadores do campo e doidões a noite; alguns o tempo todo, outros caretas convictos e muita patrulha ideológica. Queríamos ser como o Che, fazer a revolução, tomar muito rum e fumar charutos, claro que os charutos no caso, sem tabaco e o rum era o Brandy 777 e a revolução se dava na terra e no refeitório coletivo, nas roupas coletivas, no sabonete e nas mulheres coletivas...
Muitos de nós conhecemos a dura realidade do comunismo, durante alguns anos, tiramos pedras da terra com as mãos, servimos anos no exercito, em unidades de combate, na elite militar, tentando ser parte do tal Palmach, que já não existia mais. Que revolução ajudamos a fazer em Israel, nós idealistas comunistas, muitos membros da da internacional socialista e fundadores do PAZ AGORA? Com o final da Radio Kol HAshalom que transmitiu do mar durante anos a revolta de Abby Natan, ficamos tristes na Terra onde deveríamos ser felizes, onde conhecemos o povo árabe e sua cultura e a quem deveríamos absorver coerentemente com nossa ideologia de amor a natureza e a Terra, segundo Borochov: a todos "de acordo com as necessidades e a todos de acordo com as possibilidades". Descobri que isso vale apenas para os judeus. Do kibutz antigo idealizado por nós que foi privatizado, ficaram apenas as casas e cercas, fabricas e campos trabalhados por trabalhadores tailandeses. O modelo do kibutz foi seguido pelos assentamentos nos territórios, o que comprova minha tese de que o kibutz serviu apenas para marcar as fronteiras e conquistar territórios e não integrar os judeus em sua terra com o resto dos habitantes, ao contrario. Localizados em locais e terras produtivas, parte de uma sociedade antes muito fechada, onde alguns velhos esperam por Stalin e seus filhos e netos hoje desejam a privatizacão do patrimônio para poder negociar as casas. Todo um segmento educativo, social e político em Israel que foi vital para a existência do estado, que torneou os contornos das fronteiras e as relações com as lideranças palestinas no exílio, se tornou competitivo demais e capitalizado. A maioria abandonou o pensamento de justiça social e internacionalismo, e se tornou uma nova burguesia em ascensão e ainda por cima transformou a Itnachalut antiga do kibutz de esquerda para a direita nacionalista, uma ideia legal que virou fora da lei. Somos nossos piores inimigos, sempre.



Democracia doida demais!!

Democracia de verdade existe onde o povo tem a chave do cofre e o Congresso respeita a vontade do eleitor, da opinião pública, sempre de acordo com as diferenças legais e culturais entre os estados. Ou seja, nesses países, o poder da maioria é legitimamente exercido pelos representantes dos eleitores, ou seja o poder do povo.
O modelo democrático tupiniquim deixa a chave do cofre na mão do executivo federal e permite que o poder legislativo, apesar de eleito pelo mandato popular e seus partidos, na verdade não exerce a vontade do eleitor: no momento que o cidadão é eleito para um cargo publico de alto nível, em qualquer poder, ele se transforma numa maquina de fazer dinheiro, ele detém o poder que a maquina publica, a Burocracia Estabelecida Cartorial, proporciona, podendo nomear assessores, puxa sacos, e prostitutas em secretarias executivas,  segurancas e motoristas, ele se transforma.  A ovelha vira um lobo, um leão, cada vez mais ávido, alvo dos lobbistas das grandes empresas. Assim, o executivo consegue manter o monopólio do poder através de vetos e decretos, aprovando na marra seu planos e projetos que não geram crescimento real durante anos, apoiados por um legislativo travado, comprado ou vendido, como preferirem.
Mantendo um verdadeiro estado de sitio com suas policias militares, que reprimem bem as mais violentas manifestações populares, e executam muito bem autos de resistência, mais que esclarecem algum crime, são os maiores envolvidos em atrocidades contra os moradores de áreas pobres, contra os pobres, os motoristas com documentação irregular pegos em blitzes aleatórias.
Na realidade o estado suga os recursos naturais, sem distribuir riqueza ou promover o bem estar. Sem distribuir terras, permitindo a invasão, levando ao êxodo do campo para as cidades, onde vivem em barracos sem título de propriedade, sem saneamento básico, sem trabalho oficial.
Essa imensa maioria ignorante, manipulada através da politica populista do PT, consegue ludibriar a mente da maioria silenciosa, calada pelos 500 reais da bolsa. Para a maioria que vivia na miséria, a sensação de melhora proporcionada nos últimos anos pelo auxilio em forma de credito para Minha Casa, e outras benesses, na realidade são apenas uma forma de aquecer  o mercado imobiliário, da mao de obra e material de contrução, mantendo o giro e os juros desses financiamentos no caixa do banco do governo. Usar dinheiro publico para financiar a construção irregular em todo o território nacional, comprar votos, disso se trata. Tenho acompanhado pelas redes sociais a atividade política da  senadora Marina Silva e sua tentativa de criar um novo partido. A primeira pergunta seria, o que significa afiliação política transitória no PSB, proposta pela Rede. Isso demonstra total falta de aderência da plataforma, um consenso básico da política democrática: ninguém se afilia a um partido de modo transitório. Creio que as leis eleitorais são claras nesse sentido, mas nestas terras de faroeste, tudo pode acontecer, até um partido ser gerado dentro de outro cujas plataformas são incompativeis. Ou seja, por que cargas a senadora não se torna a líder do PSB, e sustenta a digníssima legenda socialista, transformando a esquerda brasileira em algo mais próximo do que acontece em países onde  a tradição humanista da esquerda propõe uma melhor distribuição da riqueza. Se olharmos para os países europeus, America do Norte, Japao, China, Russia e Ucrania, Israel, sociedades democráticas modernas coexistem as ideias liberais e socialistas, dentro de uma mesma sociedade livre, onde a Lei esta acima de religiões e crenças filosóficas ou políticas. Entretanto, em alguns países ainda o uso da lei serve para subjugar o povo ou outros povos. Isso tudo demonstra que a verdadeira democracia ainda não existe.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Não acredito em milagres, nem fadas, nem Intifadas.

1998, durante o primeiro mandato do Bibi Netaniahu, participei de um seminário do Meretz em Israel, representando o Centro Cultural Mordechai Anilevitch. Jornalistas, repórteres, intelectuais, ativistas de diversas organizações sionistas de esquerda, e de movimentos religiosos humanistas como o CJB, e na sua maioria já veteranos como Dona Clara Wertman, Reginaldo Heller, e outros argentinos, uruguaios, ingleses, franceses, todos ansiosos para o ponto alto do evento que seria a visita ao Palacio do Arafat em Gaza, onde seriamos recebidos pelo próprio. Não tive esse desprazer, felizmente.
Saímos cedo do hotel em Jerusalém e descemos via o Vale do Jordão até a fronteira com Gaza. No caminho fomos avisados que Arafat não poderia nos receber em pessoa pois estava recebendo o presidente da Romania. Boa desculpa diplomática. Passamos pelo checkpoint, onde fui avisado do perigo que corria ao entrar ali.
A ultima vez que havia estado ali, em 80, eram acampamentos de refugiados, favelas. Nossos jeeps eram abertos, mas bem equipados e os soldados treinados para enxergar de longe...as bandeiras eram proibidas, a lei era marcial em todos os territórios. Quase vinte anos depois, com os acordos de Oslo, Gaza havia se transformado. Subimos no ônibus palestino, o guia de microfone, muito simpático nos mostra os progressos que estao sendo feitos na região. Passamos por Khan Younes, um dos maiores campos  de refugiados do mundo: os mesmos rostos que vi na epoca das patrulhas e operações que participei ali dentro dessa enorme favela, as mesmas crianças e velhos com as mesmas caras de um sofrimento complacente.
Chegando ao centro de Gaza, o ônibus desvia do percurso e o guia nos pede para ficar sentados com o cinto apertado, estamos desviando do Hamastan, o Hamas controla o centro de Gaza e Arafat fica em Rafiah, na praia...jeeps com guardas nos escoltam, todos muito corteses. Chegamos ao Palácio, onde fomos recebidos no gabinete do ministro da justiça, ironia, Freih Abu Medien. Reproduzo o diálogo aqui."Como vocês pretendem criar um estado palestino vizinho, com um único poder central, com tantas divisões internas, nos territórios, em Jerusalém, Gaza?" pergunto eu, enquanto filmo com minha câmera. "Pretendem construir tuneis entre Ramalah e Rafiah? "e ele responde firme entre um sorriso, "as próximas gerações vão eliminar as fronteiras."
Essa frase pode ter um duplo sentido, mas preferi tentar compreender melhor o que estava acontecendo naquele momento. No almoço, no luxuoso restaurante do clube presidencial, uma nova surpresa, cheio de soldados nas mesas almoçando e vigiando. Eram nossa segurança, mas pelo modo como deixavam seus fuzis encostados na parede e relaxavam fumando cigarros, tomando café e chá com menta, dificilmente estariam ligados em algum ataque possível. Como quem não quer nada, fumando meu charuto depois de uma lauta refeição tipica com peixes, humus, saladas e pimentas como só eles sabem fazer, fui trocar uma idéia com os soldados. Olhei os M16 encostados na parede, largados, todos com a marca de Tzahal, números de série conhecidos, talvez um desses já tivesse passado pelas minhas mãos. Com a intenção de fortalecer o Fatah, frente a crescente atividade do Hamas e outros grupos islâmicos apoiados por outros países árabes e pelo Iran, foram entregues ao Fatah dezenas de milhares de armas antigas, que fariam muito sucesso em qualquer lugar da Africa e deporiam qualquer governo.
A gente voltou para Jerusalém e Arafat e sua turma, continuaram a roubar seu próprio povo e o banco da Palestina, inúmeros relatos de irregularidades e corrupção. Os escândalos não pararam de surgir, como o caso do cimento comprado por Israel de uma empresa de propriedade do ministro dos negócios da AP, e outras duas empresas de funcionários do governo da AP. Em 1999, já havia confiscado o dinheiro do Banco da Palestina e até o carro do presidente do banco foi tomado por Arafat. O que foi feito com esse dinheiro e o prejuízo que essa liderança errónea trouxe para Israel e para os povos da região, com o financiamento da Intifada, explodindo pessoas inocentes de ambos os lados e  literalmente e trazendo novas técnicas do terror internacional. Incitando o ódio.
Foi com armas "doadas" por Israel e dinheiro roubado do povo palestino que confiou numa recuperação econômica após os "acordos de paz", que Arafat se vingou de Sharon. Difícil afirmar como esses recursos foram desviados para organizações terroristas ligadas ao Fatah por laços de irmandade. Mas muita gente se explodiu contando com um dinheiro extra para a familia no Ramadan.
O prejuízo causado por uma negociação errada, privilegiando extremistas e atribuindo prêmios Nobel de Paz para corruptos como Arafat, até hoje permanece: as organiza coes Shiitas e Sunitas não param de crescer e a Guerra entre Gog e Magog está na nossa cara. Arafat foi tão nocivo para seu povo, que o Fatah foi rapidamente engolido em Gaza. ANP perdeu e vem perdendo onde Israel não intervem duramente, no que muitos chamam de Kibush. A ocupação dos territórios permite o controle das atividades do terror entre os palestinos. Os muros horriveis, feitos com o cimento palestino que nao pagou imposto na AP, as cercas e inúmeros checkpoints, apenas conseguiram diminuir os ataques sucessivos perpetrados por infiltrados vindos de antros terroristas em Jenin, Nablus, mas aumentaram em muito o ódio dos moradores da região contra os "judeus" como eles nos chamam em geral. Nenhum soldado ou cidadão israeli gosta de fazer esse trabalho, mas a intervenção em diversas cidades árabes como Hebron, permitem um controle das atividades dos extremistas islâmicos das diversas facções existentes. Sai o exercito do controle dos territórios na Cisjordânia e teremos o Hamas e a Jihad ali, com as armas do Fatah. Seria o fim do Fatah e de outros segmentos moderados.
O conflito não é territorial, não mais. São os fiéis contra os infiéis. Primeiro eles precisam se matar entre eles, para escolher o Califa que ira reinar. Ai depois todos atacam os USA, Russia, Israel, Turquia, a Europa e tomam o mundo. o Califa reina em Meca. Não consigo acreditar em algum tipo de acordo entre Israel e uma assim chamada Palestina, pela profunda divisão que existe entre os diversos clãs, tribos e hamulas (familias). O povo palestino é um fato real, criado por Israel e pelo povo judeu. Mas está longe de ser algum tipo de estado e caras como Abu Mazen não fazem a cabeça e sim os mullas e sheiks que mandam na galera, e o futebol. Temos responsabilidade em fomentar a integração de nossas culturas e possibilitar que os povos possam viver onde cada um desejar, sem muros, dentro de uma convivência pacifica, respeitando as diferenças e procurando os pontos comuns. Como um estado democrático, de cultura laica e Leis rígidas para todos, incluindo todos, pode chegar algum tipo de acordo com uma outra parte, quando não existe um estado de facto com quem dialogar. Estão totalmente envolvidos no momento com a ameaça do Iran, os Sunis preocupados em explodir os Xias e vice versa, os Alawitas no meio e os cristãos maronitas, coptas, pedindo pelo amor de Deus para não serem decapitados. O conflito já chegou ao Líbano. Já causou baixas em tropas de Israel e os hospitais do norte atendem feridos da Síria e do Sul do Líbano. Ai esta o resultado de 30 anos de politica errónea, baseada nos acordos de paz com terroristas. Somente as próximas gerações, se sobreviverem, poderão mudar a região e derrubar os muros que nos separam. Sem mais fúria...
*Sergio Nedal Riss, é fotógrafo profissional, cineasta e não tem medo de colocar o dedo na tomada.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Rumo ao Exílio


Rumo ao Exílio

             Aeroporto Internacional de Brasília, madrugada quente de fevereiro em pleno carnaval. Na pista, motores ligados, o avião da FAB que conduziria o grupo do ex-presidente para o exílio no Iraque. Além de ser um lugar pacificado, poderiam viver bem consertando os Passat que ainda rodam lá. Junto, embarcam deprimidos o  bando de moluscos revolucionários e o resto do pessoal do PT. A última a chegar ao aeroporto, foi a dentuça, após horas tentando se recusar a soltar o osso.
 -Trouxe a maleta?, pergunta o chefe. Sim chefe, com essa quantia de LTN's (Letras doTesouro Nacional)podemos comprar armas e reconquistar o país na marra, diz um dos Zés. Prefiro tomar todas e comer todas as iraquianas que puder, fazer uma farta distribuição dessa renda pro Iraque e para os pobres diz o chefe.
-Chefe, isso o sr. já fez no Brasil e por isso estamos indo pro exílio.  Eu acho que virar radical e se explodir no Senado, seria melhor, diz o tesoureiro. A barba você já tem, diz o publicitário, podemos arrumar o resto… O avião decola, levando 400 petistas e alguns do PSTU e PSOL, que pegaram carona para comer laffa com humus e acompanhar o líder ao exílio. Quando o avião sobrevoava o Triangulo das Bermudas, eis que surge o Dragão Vermelho, aquele monstro com cara de Chávez! Dentro do avião, a ex-primeira-dama com seu charme já convencera os pilotos a almoçar com eles, afinal de contas nao era todos dia que almoçavam com dois  ex-presidentes ao mesmo tempo. Quarenta aeromoças serviam o rega bofe. Após umas muitas cachacinhas, a companheira Marina Silva já pilotava o avião na cabine do Boeing, rumo a Caracalhes, seguindo atrás do monstro. Pousariam antes na Bolivia, onde encontrariam os indios da tribo Morales. Na selva amazônica, o grupo pretendia unir-se as NARC e invadir o país, criando uma região independente no Acre, sob o regime do PT, MST, etc...
De repente, um forte impacto atinge o avião. Todos se assustam. Luzes coloridas e raios laser penetram a cabine, toca o Hino Nacional e ninguém acompanha, afinal ninguém nunca consegue aprender a letra desse hino. Era o Cavaleiro da Esperança, montado em seu cavalo negro, chamado Branco, cujas asas enormes haviam colidido com a aeronave.
-Como pode ser? pergunta um dos Zé, mataram esse cabra e o serviço foi tão bem feito que nunca acharam o corpo… 
Pela janela do avião, o chefe e os outros tentam entender o que o grisalho Cavaleiro tentava dizer: as LTN em papel, deixaram de ter valor em 1973, disse uma das aeromoças que sabia ler os lábios. Após um leve aceno de despedida, Ullysses acelera seu cavalo Branco e acerta o Dragão com sua lança e espada, cortando-lhe o rabo. Sem rabo, um dragão não consegue voar. O que acontece com o avião e seus tripulantes, deixo para uma próxima. Fade out. Letreiro: "continua"

Lula Grelhada com Arroz da Tinta