quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Maracutaia, onde tudo é lindo!

Benvindo a Maracutaia. Somos o país com o maior IDH fraudulento do mundo. Aqui tudo pertence ao poder publico, ilegitimamente eleito por urnas minimamente fraudadas, e sempre foi assim. Desde que riram de Monteiro Lobato, não pelo seu racismo, mas por acreditar que o petróleo era nosso, que não se via tamanha vergonha: um pais inteiro na lama, por conta da teimosia de seus lideres e ignorância do eleitorado.
Enquanto o mundo continua a derrubar os muros, como acontece hoje entre USA e Cuba, o Brasil continua a insistir no antigo, no obsoleto, na ineficácia e ineficiência e pior, no monopólio. Desconfiei da morte de Ulisses Guimarães, depois da Assembleia Constituinte de 88, pelo fato de acreditar que as forcas ocultas no Brasil não desejam o fim dos monopólios, o fim das empresas publicas enormes e competentes, o fim do maior Estado do mundo em termos de patrimônio e empregados com 54 por cento da forca de trabalho empregados pelo Estado. Nem Stalin era tão generoso.
A classe política e os servidores públicos se tornam, como escreveu o grande jurista Ives Gandra Martins, inebriados pelo fascínio não dos cargos e dos serviço publico que é chato, mas do poder, nas possibilidades inúmeras de novas maracutaias, hoje possíveis a nível global, inclusive.
Assim como nem todo mundo acreditou na fraude da Copa da Fifa, que esculachou em casa o futebol brasileiro, não acredito que exista algum nível de consciência civica moral. E o povo brasileiro que teve casas destruídas sem indenização, para construção de estádios que vão servir de criadouro de mosquitos, o povo que não teve acesso aos caros ingressos? O show da Copa se tornou pesadelo para muitos,  a entidade esportiva ainda distribuiu ingressos para ministros, tudo para favorecer a imagem da Europa. Através de intenso bombardeio na alienante mídia, o brasileiro engole todo dia, coisas idiotas e opiniões idiotas, preocupados com a filha da cantora popozuda que virou macho, e indignados com o pessoal que todo dia fuma maconha sob a mesma arvore numa praia carioca. Careta e reacionário, o povo acreditou na baboseira dos eventos milionários, os milhões do pré-sal, em como o pais é rico e pode se dar ao luxo de roubar os cofres para manter Brasília e seu monopólio de poder.
O legado do golpe de 64 e os anos que poderiam ter sido muito mais progressistas, a falta de uma experiência socialista, de uma ditadura que impediu reformas de base e políticas que deveriam ter sido feitas 40 anos atras. Com a abertura, criou-se um esquema politico artificial, baseado no monopólio estatal, na mentalidade do poder exercido no sentido vertical, militar e imposto literalmente. Criou uma sociedade que apenas faz pagar cada vez mais tributos, paga salários abaixo da realidade mundial, numa economia globalizada; traz a miséria e ignorância para seus cidadãos, pela falta de opções e excesso de tributos sob todo tipo de mercadoria. Um pais onde o Capitalismo de estado é o verdadeiro monopólio de poder, o poder mantido a força bruta. Fascismo que alguns partidos gostariam de ter aqui, e tem. Empresas como a Petrobras, assim como todos os monopólios de coisas substituí veis, serviços, riquezas, bens de capital, empresas ineficientes e caras como o correio, sempre foram alvo da corrupção passiva e ativa. Vestir a camisa política, isso é fascismo, onde o maior corruptor é o cidadão, que se omite e corrobora com o espolio em troca de uma sensação de grandeza patrimonial nacional.
O pais esta no prejuízo, apostou numa histórica alta das ações, hoje em queda livre, de empresas que investiram em exploração e refino de oleo e outros combustiveis fosseis por questoes obvias de mercado. Tem todo seu capital atual comprometido com tecnologias e combustíveis obsoletos, danosos para o meio-ambiente, para o futuro e viabilidade do planeta. E ao que parece, guerras e o terror, incluindo a guerra fria, estão diretamente financiados e relacionados com os combustíveis e tipos de energias sujas e perigosas. Vai ser burro assim...ah, claro. Já ia esquecendo de D. João VI, e família.

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