sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Dor de cabeça imigrante na Europa

     O século XX foi marcado por acontecimentos envolvendo dois povos semitas remanescentes: os árabes e os hebreus. Com o fim da Primeira Guerra e o desmoronamento do Império Otomano, as regiões da Síria e do Líbano ficaram sob o domínio da França. As outras áreas, inclusive a Palestina, passaram para as mãos da Grã-Bretanha. O colonialismo da França e da Grã-Bretanha provocou fortes reações entre os árabes. Foi nesse contexto que surgiu no Egito a Irmandade Muçulmana, berço do fundamentalismo islâmico e das ideias do Hamas em especial, de terroristas como Arafat e da Al Qaeda. 
A Síria só ganhou de fato seu reconhecimento em 17 de abril de 1946. O Líbano, em 22 de novembro de 1943. À Inglaterra coube a Palestina (incluídos os territórios da atual Jordânia e de Israel), a Mesopotâmia (Iraque de hoje) e a Península Arábica, que é composta por Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Omã e Iêmen. França e Grã-Bretanha liberaram suas colônias, mas continuam a manobrar suas políticas externas. Seus governantes, a maioria reis, obtiveram assim áreas extremamente ricas em [[petróleo]] e ganharam meios econômicos para se desenvolver. No mesmo período, em [[1948]], começa a fase de criação do estado de [[Israel]] em território Palestino. Começa então a divergência entre árabes e judeus. 
Desde então, aquela região é abalada por diversas guerras e se mantém num estado de permanente conflito. Atualmente, as principais regiões de cultura árabe compreendem desde o Saara, África Saariana até o Oriente Médio e regiões isoladas no Irã. Além do estado de Israel, ainda existem muitas colônias judaicas, sendo as mais importantes nos Estados Unidos, na Rússia e nos demais países da Europa Oriental, no Reino Unido, na França e na Itália. Outras vertentes semitas são as dos amáricos e Oromas ou oromos localizados na Etiópia e na Eritreia, e os arameis e assírios no Líbano e norte do Iraque. 
foto: Haaretz
O que acontece na Europa, esta sendo chamado de Migrant Migraine: a ideologia islâmica dos imigrantes, dos excluídos da sociedade, usada politicamente por grupos radicais neofascistas europeus, como massa de manobra. O alvo são os ricos, o sistema, e claro, os judeus e Israel. Sem uma pátria fomos perseguidos e colocados em guetos. Se temos agora um estado, cuja ideia principal seria evitar o anti-semitismo, deve aprender a lidar com os outros povos semitas, que habitam a região.
Semítico é um adjectivo que se refere aos povos que tradicionalmente falaram línguas semíticas ou a coisas que lhes pertencem. A análise genética sugere que os povos semíticos partilham uma significativa ancestralidade comum, apesar de diferenças importantes e de contribuições de outros grupos. Existe muito debate acerca do âmbito do uso "racial" da palavra no contexto da genética de populações e da história, mas como termo linguístico está bem definida, referindo-se a uma família de línguas — quer antigas, quer modernas —, originárias na sua maioria do Médio Oriente, que inclui o acádio, o amárico, o árabe, o aramaico, o assírio, o hebraico, o maltês e o tigrínia. Os povos proto-semíticos, ancestrais dos semitas no Médio Oriente antes da fragmentação da hipotética língua proto-semítica original nas várias línguas semíticas modernas, terão sido, segundo se pensa, originários da Península Arábica.

A palavra "semítico" deriva de Sem, versão grega do nome hebraico Shem, um dos três filhos de Noé nas escrituras judaicas (Génesis 5:32); a forma nominativa que se refere a uma pessoa é semita. O adjectivo anti-semítico ou anti-semita é quase sempre usada como sinonimo de "antijudeu". O que vemos na Europa hoje, já aconteceu com Hitler e sua aliança com o Mufti Husseini antes do holocausto. São os lideres extremistas, sunitas ou xiitas,  que se unem com todo aquele que tenha os mesmos interesses de expansão, conquista territorial, contra a cultura ocidental. A diferença que hoje, os "coitados" são os palestinos, sírios, irakis, kurdos, e outros que sofrem pela mão de seus próprios lideres e regimes ditatoriais ou extremistas.

Fica claro que apesar da mesma raíz semítica, o extremismo religioso e as divisões entre os povos causam um fenômeno do século 21: o anti-colonialismo globalizado. Ou seja, através da Revolução Islâmica, os árabes se vingam do domínio sofrido  por suas tribos, invadindo a Europa e lentamente avançado para outras regiões onde exista pobreza e regimes democráticos. Uma frente contra o avanço do terror islâmico, precisa ser dentro do próprio povo árabe, e os palestinos que vivem em Israel e nos territórios,  por incrível que pareça, junto com os libaneses e sírios, são dos mais moderados.


Sera difícil para o judaísmo, e para o movimento sionista conciliar entre as ideias tão diversas que co-existem dentro de um povo já reduzido. A extrema direita religiosa judaica se apropria dos valores judaicos, nacionais e religiosos e mantém seu povo refém de uma ilusão que é possível derrotar um inimigo invisível que vive dentro dele mesmo. A esquerda, o kibutz, responsável por parte das fronteiras e do sucesso da sociedade israeli, por seu diferencial, perdeu sua força diante da globalização. As ideias políticas e as alianças regionais,  já não falam mais para as pessoas: o que temos hoje são os pobres e os ricos, material e espiritualmente falando. De ambos os lados, um bando de idiotas...

sábado, 2 de agosto de 2014

Is religion good or evil? -from - Al Jazeera English



Is religion good or evil?

Scientist and atheist Richard Dawkins is challenged on whether religion is a force for good or evil in the world.



With the headlines covering fanaticism, fundamentalism, superstition and ignorance, religion is getting a bad press these days. And much of the conflict in the world, from the Middle East to Nigeria and Myanmar, is often blamed on religion.
But how are things from a different perspective? Some defenders of religion claim Adolf Hitler was an atheist. Communism under Joseph Stalin, Pol Pot or Mao Zedong banned religion, but also massacred millions. And science brought incredible and amazing advances, but also pollution and the atomic bomb.
A critic of religious dogmatism, Professor Richard Dawkins revolutionised genetics in 1976 with the publication of The Selfish Gene. He has since written 12 more bestsellers, including The God Delusion which sold millions of copies, was translated into more than 30 languages, and catapulted him to the position of the world's foremost atheist.
Mehdi Hasan challenges evolutionary biologist Richard Dawkins at the Oxford Union in front of a varied and lively audience.
In a frank and at times heated exchange, they discuss: Is religion a force for good or evil? Can it co-exist with science? Is science the new religion? And why if god does not exist, is religion so persistent?
from Al Jazeera

Lula Grelhada com Arroz da Tinta