domingo, 27 de julho de 2014

WWW3, criando o medo ao vivo e online, o terror pode vencer!

  O professor Abu Sadr da Universidade de Gaza, em entrevista para a RT, Russian Today, afirma que Israel esta punindo o povo palestino como um todo e não apenas lutando contra os mísseis, túneis e ataques suicidas de soldados doutrinados e bem equipados, armados e comandados por alguém dentro de um túnel no subsolo ou no Qatar, que obedece a lideres religiosos e fala para o mundo através de mascaras. Desde 2001, Gaza foi injetada com dinheiro de um grupo de países, incluindo o Brasil. E construída para ser uma base de ataque a Israel, num plano que envolve e conta com apoio de todo o povo árabe palestino e suas organizações no Líbano, no Iran, no Qatar, ou seja,  onde existe o poder  religioso da Revolução Islâmica e o interesse do petróleo  Obviamente nem todos os participantes tem o mesmo interesse ideológico, mas os fins justificam os meios.
Gaza em 1998, ainda sob controle Fatah

Essa base do terror foi criada e equipada para que os grupos diversos islâmicos existentes ali e controlados pelo "poder legitimo eleito pelo povo", o Hamas, aliados aos outros  que operam em Gaza e em toda a região, pudessem atacar Israel coordenadamente  por um bom tempo, numa guerra de guerrilhas, com a intenção de atrair o exercito para dentro de Gaza. Para isso contou com a ajuda e conhecimento técnico militar de potências como a Coreia do Norte, ficando bem claras as intenções dessa rara aliança xiita-sunita. Durante os anos que o Egito viveu a euforia da Primavera Arabe, agora percebida como o Inicio do Inferno da Jihad Islâmica Mundial, não havia um bloqueio total do lado egípcio e foi facilitado o acesso ao concreto, armas, maquinas para produção em massa de mísseis e morteiros, explosivos, e quem sabe armas químicas. Essa á a solidificação da ideia da ALQaeda. 

Agora percebemos que no mundo atual e moderno, existem dois lados bem definidos: ricos e os pobres. Para os ricos, as guerras e a violência do estado fazem parte da estúpida normalidade. Em nome de limites e territórios e uma duvidosa moralidade religiosa, o apartheid é sócio-econômico e cultural. E nestes países temos os sem pátria, os refugiados, os sem direitos. A riqueza não significa mais liberdade, nem de pensamento. Já nos países pobres, dominados por regimes do medo e opressão, como os árabes,  iranianos, pakis, etc...as pessoas não saem as ruas para protestar contra o que acontece na Síria, ou no Iraque, Líbia, pois na verdade a violência regional e interna já faz parte da guerra psicológica ideológica. Ali, o inimigo esta bem definido: as outras tribos. E todas as tribos juntas contra "o infiel, o invasor, os judeus da América com seus aliados ricos".

Não se trata mais de exércitos de estados lutando por territórios e riquezas, mas de  grupos de interesses ideológicos religiosos. A WWWIII é a guerra de terror psicológico, onde os pequenos ameaçam os grandes. Voltamos aos tempos dos Califas, das Cruzadas, desta vez com toda a tecnologia e online. Mas apesar de toda a energia que produzimos,  Escuridão e o Medo são cada vez mais uma realidade.

Um exemplo, apesar de existirem muitos ucranianos, russos, e outros etnicamente similares espalhados pelo mundo, vivendo no Brasil, nos USA ou mesmo na Europa, não saem as ruas para protestar em lugares onde são imigrantes. Assistem ao vivo  matança que acontece neste exato momento na Ucrânia,  com aviões sendo abatidos, mísseis Grad sendo disparados direto sobre populações. Conseguem falar com a família e perceber a destruição de patrimônio cultural, suas cidades cercadas, suas crianças e velhos mortos. Mesmo assim, o russo ou ucraniano médio, que vive fora da região pelo mundo, apesar de manter sua cultura e viver em colônias que mantem o idioma, não faz a menor ideia o que esta acontecendo em Doniestsk, Lugansk, e outros lugares com nomes impronunciaveis. Portanto, não pode e não tem a quem acusar. Muito interessante assistir na TV deles um professor de Gaza, demonizando Israel e culpando pelo sofrimento de todo o povo palestino.
Isso nitidamente é um tipo de propaganda para manter o mundo quieto sobre o que acontece nesses países satélites europeus, depois da queda do Muro.

Do mesmo modo, inexiste revolta dos negros que vivem no mundo rico, pelos crimes do Boko Haram, as matanças étnicas e tribais, o sequestro de 200 meninas. Quando se trata de Africa e sua miséria mazelenta, o mundo silencia. Quando se trata de terceiro mundo, o melhor é manter a miséria ideológica, através do islamismo ou catecismo. Mantem o preço das commodities baixo.

O mesmo podemos dizer com relação a revolta dos brasileiros exilados pelo mundo contra as cagadas que acontecem no Brasil. Protestam contra o gigantismo adormecido, pelo sequestro do poder por um sistema corrupto, que permite e rouba na cara de pau para alimentar um plano neo-bolivarista inspirado em Cuba? A maioria recebe bolsa-familia e silencia e deixa disso...afinal ninguém é brasileiro 100%, nem os nativos.

Esse é o problema de ser judeu num mundo onde ninguém sabe muito bem por quem é e  pelo que esta lutando, onde não existe mais ideologia livre, ou modo de pensar independente. Tentando manter a liberdade de pensamento e o direito humano inalienaviel de poder viver em paz em qualquer lugar, desde que compre esse direito, ou com dinheiro ou  através de uma postura humana merecedora.  Apesar de sua natureza nômade, o povo do livro se adapta a essa ultrapassada realidade mundial de "estados". Mais acostumado ao conceito de Reino Divino, em sua independência pode cometer abusos de poder, errar é humano.

Podemos dividir os grupos de países que usam a riqueza para o progresso e bem estar do mundo, e outros que usam seu poder econômico para oprimir através de ideologias polarizadas onde convivem a apatia e a violência. O consumo alucinado e a miséria violenta se cruzam nesse mundo que deveria ser para todos. Por tentar criar um estado para seu povo e para todos, onde exista mais justiça social e um padrão moral e espiritual elevado, o judeu continua sendo perseguido e culpado. Vitimado pelo ódio dentro de todos, gerado e causado pela ignorância,  e pela  opressão de um ser pelo outro. Citando Pirkei Avot, a Ética dos Pais: "Num lugar onde não existem Pessoas, procure agir como Pessoa".

Lula Grelhada com Arroz da Tinta