quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Maracutaia, onde tudo é lindo!

Benvindo a Maracutaia. Somos o país com o maior IDH fraudulento do mundo. Aqui tudo pertence ao poder publico, ilegitimamente eleito por urnas minimamente fraudadas, e sempre foi assim. Desde que riram de Monteiro Lobato, não pelo seu racismo, mas por acreditar que o petróleo era nosso, que não se via tamanha vergonha: um pais inteiro na lama, por conta da teimosia de seus lideres e ignorância do eleitorado.
Enquanto o mundo continua a derrubar os muros, como acontece hoje entre USA e Cuba, o Brasil continua a insistir no antigo, no obsoleto, na ineficácia e ineficiência e pior, no monopólio. Desconfiei da morte de Ulisses Guimarães, depois da Assembleia Constituinte de 88, pelo fato de acreditar que as forcas ocultas no Brasil não desejam o fim dos monopólios, o fim das empresas publicas enormes e competentes, o fim do maior Estado do mundo em termos de patrimônio e empregados com 54 por cento da forca de trabalho empregados pelo Estado. Nem Stalin era tão generoso.
A classe política e os servidores públicos se tornam, como escreveu o grande jurista Ives Gandra Martins, inebriados pelo fascínio não dos cargos e dos serviço publico que é chato, mas do poder, nas possibilidades inúmeras de novas maracutaias, hoje possíveis a nível global, inclusive.
Assim como nem todo mundo acreditou na fraude da Copa da Fifa, que esculachou em casa o futebol brasileiro, não acredito que exista algum nível de consciência civica moral. E o povo brasileiro que teve casas destruídas sem indenização, para construção de estádios que vão servir de criadouro de mosquitos, o povo que não teve acesso aos caros ingressos? O show da Copa se tornou pesadelo para muitos,  a entidade esportiva ainda distribuiu ingressos para ministros, tudo para favorecer a imagem da Europa. Através de intenso bombardeio na alienante mídia, o brasileiro engole todo dia, coisas idiotas e opiniões idiotas, preocupados com a filha da cantora popozuda que virou macho, e indignados com o pessoal que todo dia fuma maconha sob a mesma arvore numa praia carioca. Careta e reacionário, o povo acreditou na baboseira dos eventos milionários, os milhões do pré-sal, em como o pais é rico e pode se dar ao luxo de roubar os cofres para manter Brasília e seu monopólio de poder.
O legado do golpe de 64 e os anos que poderiam ter sido muito mais progressistas, a falta de uma experiência socialista, de uma ditadura que impediu reformas de base e políticas que deveriam ter sido feitas 40 anos atras. Com a abertura, criou-se um esquema politico artificial, baseado no monopólio estatal, na mentalidade do poder exercido no sentido vertical, militar e imposto literalmente. Criou uma sociedade que apenas faz pagar cada vez mais tributos, paga salários abaixo da realidade mundial, numa economia globalizada; traz a miséria e ignorância para seus cidadãos, pela falta de opções e excesso de tributos sob todo tipo de mercadoria. Um pais onde o Capitalismo de estado é o verdadeiro monopólio de poder, o poder mantido a força bruta. Fascismo que alguns partidos gostariam de ter aqui, e tem. Empresas como a Petrobras, assim como todos os monopólios de coisas substituí veis, serviços, riquezas, bens de capital, empresas ineficientes e caras como o correio, sempre foram alvo da corrupção passiva e ativa. Vestir a camisa política, isso é fascismo, onde o maior corruptor é o cidadão, que se omite e corrobora com o espolio em troca de uma sensação de grandeza patrimonial nacional.
O pais esta no prejuízo, apostou numa histórica alta das ações, hoje em queda livre, de empresas que investiram em exploração e refino de oleo e outros combustiveis fosseis por questoes obvias de mercado. Tem todo seu capital atual comprometido com tecnologias e combustíveis obsoletos, danosos para o meio-ambiente, para o futuro e viabilidade do planeta. E ao que parece, guerras e o terror, incluindo a guerra fria, estão diretamente financiados e relacionados com os combustíveis e tipos de energias sujas e perigosas. Vai ser burro assim...ah, claro. Já ia esquecendo de D. João VI, e família.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Selfish, o homem foto.

Finalmente aprovado pelo Youtube, o novo filme "The Selfish Photoman". Inspirado em mim mesmo,  na vontade de conseguir entender o mundo atraves das lentes. Compreender e retratar a realidade humana, dentro da minha própria realidade.
Apenas mais um snapshot em 2K. Musica original.


sábado, 29 de novembro de 2014

Hypotermia e Calor humano

O inverno antecipado de Nova Iorque este ano, me pega desprivinido. Regulamentado, como diriam os pilotos. Estava cansado de um longo dia de vento e frio congelantes, a bordo do Cruiseboat no rio Hudson, que rendeu muitas imagens e uma excelente experiência sino-japonesa, o sushi restaurant Nanatori, em Williamsburgh. Dia lindo, cujo resultado videofotografico vocês podem ver no meu novo filminho "The Selfish Photoman" no Youtube.
Ainda passei na B&H, mais uma vez, para trocar a lente que acabava de testar no passeio e rever os amigos Hugo, Crys, Mendi, e outros tantos que nem dá pra lembrar.
Voltei para o hotel e tomei um banho quente. Parti para Heartland Brewery, a pé, a três quadras do hotel. Encontrei Sergei, produtor de cinema, meu partner e de lá tomamos umas e um taxi para uma rapida reunião na Madison avenue.
Após um dia corrido, o jantar na casa de uma grande e querida amiga, no West End, era mais que benvindo. Minha amiga tem um tremendo paladar e conhece os segredos do take away de NYC, alem dos melhores restaurantes da city, além de um incrível senso de humor judaico local. Lá pelas tantas, o cansaço bateu e gentilmente tomei o rumo do hotel, pretendendo dar uma breve caminhada Broadway abaixo, com minha Nikonzinha de filme 35mm, oportunidade imperdível. Mas o frio me impediu. Abaixo de 15 graus, parado na rua, você pode congelar.
Ou entrava em algum lugar ou tentava um taxi. Foi na esquina, quando parei para pegar um taxi, o que demorou aproximadamente toda uma eternidade. Muitos taxis, mas nenhum parava. Quando comecei a tremer, parou um carro. não dava nem pra achar a maçaneta. Consegui abrir a porta e e joguei para dentro. Já estava na fase pre-hypotermica, tremendo e com os dentes mal conseguia falar.
O taxista percebeu na hora, e isso deve ser parte do cotidiano de pegar passageiros, pinguins e outros coitados como eu. Aumenta essa porra da calefação, pelo amor de deus, aqui atrás tá toda...gritei. Muita calma, disse ele, com forte sotaque nigeriano, arrancando e aumentando a calefação. Ele só nao me deu um abraço, quando percebeu meu sotaque brasileiro, porque estava no banco da frente. Ainda bem. Salvo pelo calor humano africano, no inverno antecipado.
Na discussão que se seguiu ate o hotel, sobre futebol, perdi. Sobre política, sem a menor humildade,  o cara me disse: Lula é simpatico para o eleitor por que vem de um background humilde. Não esta comprometido com as elites. Mas foi corrompido, e citou o enriquecimento familiar dos herdeiros. Mas o melhor presidente foi FHC, afirmou. Enquanto ouvia o discurso animado do entusiasmado piloto, fui passando o cartão de plástico na maquininha que tem um display LED,  e quando o taxi para, aparecem as instruções de como efetuar o pagamento.
Nada como viver num pais moderno, mesmo congelando. Muito obrigado, disse em português, ao perceber o valor da gorjeta. Me salvou do frio, e da falsa impressão que mantinha sobre a famosa  ignorância americana em relação a países sulamericanos. Y viva el Mercosur!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Apenas um milagre pode salvar o Brasil: reflexão sobre o tema mais atual do momento: politicos, partidos e candidaturas.

Reflexão sobre o tema mais atual do momento: politicos, partidos e candidaturas.

ilustração: Retirantes 2014©Sergio Nedal
     O sistema politico ou democracia, substitui a religião, os reis, as ditaduras, e foi a forma que os antigos corruptos encontraram para organizar a sociedade de acordo com a vontade dessa mesma classe politica. Trata-se de uma forma antiquada e obsoleta de poder, por diversas razoes, coletivas e particulares. O caráter humano sofre distorção natural, ao assumir um cargo publico. Apesar da corrupção que percebe em seu entorno e sistema, o eleito, a pessoa atrás do cargo, desaparece. Na maioria dos casos, mudou seu comportamento. Lula fez isso como poucos. Alguem já viu um politico ou juiz do supremo assumir algum erro, pedir perdão publicamente? Pasme, isso existe sim, no Japão, já vimos na Europa, nos USA, mas no Brasil?

Apesar da maioria dos indivíduos acreditar o contrario, não existe honestidade pessoal na atividade política, assim como em outras áreas onde a lisura deveria ser máxima, como no poder judiciário e no legislativo. Palhaços são eleitos, num sinal de escárnio do eleitor: entre os  mais votados surgem figuras polemicas, pastores e figuras do radio e TV. O problema esta na questão da banalização da política. Não existe mais o candidato, ou o partido que realmente represente a sociedade, por uma razão simples: não existe uma sociedade civil real no Brasil. Essa sociedade, com leis e direitos, existe apenas para uma minoria, independente de classe social. O brasileiro se tornou o povo da vantagem, do jeitinho e do voto inútil. Do administrador que rouba mas faz e é eleito por favorecer determinada classe ou parcela da sociedade que se identifica com sua figura.

Numa verdadeira democracia, séria, a justiça estaria acima dos outros poderes, dos partidos inclusive. Isso acontece em países como Israel, por exemplo. Os partidos ali, representam uma realidade do país, de sua sociedade, civil e religiosa. Num mundo globalizado e já pequeno para bilhões, o individualismo é cada vez mais necessário e tecnológico, mas permite interação com os problemas do planeta. A educação para a natureza e mercado, através de entretenimento popular,

uma boa saúde, são as únicas saída para a sociedade moderna, desde que regulados pela oferta e procura, sem o desperdício que assistimos hoje calados. O capital natural e a moeda eletrônica, assim como o domínio publico e privado, são os conceitos do futuro.

Quanto aos partidos e estrutura, a escolha de modelos apresentados por partidos, pode parecer coisa saída de filme de ficcao, como Marina Silva, ou o PT e outros indivíduos sem partido e  totalmente aleatórios. Não existe diferença entre a candidata a reeleição e o outro. Ambos representam uma proposta política que não funciona e a do PSDB é tão frágil quanto a do PT, pois representa a oligarquia e algumas famílias. Aécio não significa abertura do mercado e legalização das drogas, pelo contrario, pode ser mais reacionário e promete continuar com os programas de bolsas e espolio do caixa publico, alem do que a corrupção deve continuar, como sempre. Apenas um milagre salva o Brasil de sua própria ignorância.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Videoblogando Sampa em um dia: degradação urbana e os peões motorizados.

Dois anos sem visitar a cidade onde cresci e me criei. Como diz o ditado, o visitante num momento pode enxergar tudo o que os moradores nao veem. Triste realidade, o video traz alguns momentos e depoimentos de gente que acreditou nesse modelo industrial de civilização.  Apenas impressões rápidas de um passado-futuro que não volta.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Dor de cabeça imigrante na Europa

     O século XX foi marcado por acontecimentos envolvendo dois povos semitas remanescentes: os árabes e os hebreus. Com o fim da Primeira Guerra e o desmoronamento do Império Otomano, as regiões da Síria e do Líbano ficaram sob o domínio da França. As outras áreas, inclusive a Palestina, passaram para as mãos da Grã-Bretanha. O colonialismo da França e da Grã-Bretanha provocou fortes reações entre os árabes. Foi nesse contexto que surgiu no Egito a Irmandade Muçulmana, berço do fundamentalismo islâmico e das ideias do Hamas em especial, de terroristas como Arafat e da Al Qaeda. 
A Síria só ganhou de fato seu reconhecimento em 17 de abril de 1946. O Líbano, em 22 de novembro de 1943. À Inglaterra coube a Palestina (incluídos os territórios da atual Jordânia e de Israel), a Mesopotâmia (Iraque de hoje) e a Península Arábica, que é composta por Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Omã e Iêmen. França e Grã-Bretanha liberaram suas colônias, mas continuam a manobrar suas políticas externas. Seus governantes, a maioria reis, obtiveram assim áreas extremamente ricas em [[petróleo]] e ganharam meios econômicos para se desenvolver. No mesmo período, em [[1948]], começa a fase de criação do estado de [[Israel]] em território Palestino. Começa então a divergência entre árabes e judeus. 
Desde então, aquela região é abalada por diversas guerras e se mantém num estado de permanente conflito. Atualmente, as principais regiões de cultura árabe compreendem desde o Saara, África Saariana até o Oriente Médio e regiões isoladas no Irã. Além do estado de Israel, ainda existem muitas colônias judaicas, sendo as mais importantes nos Estados Unidos, na Rússia e nos demais países da Europa Oriental, no Reino Unido, na França e na Itália. Outras vertentes semitas são as dos amáricos e Oromas ou oromos localizados na Etiópia e na Eritreia, e os arameis e assírios no Líbano e norte do Iraque. 
foto: Haaretz
O que acontece na Europa, esta sendo chamado de Migrant Migraine: a ideologia islâmica dos imigrantes, dos excluídos da sociedade, usada politicamente por grupos radicais neofascistas europeus, como massa de manobra. O alvo são os ricos, o sistema, e claro, os judeus e Israel. Sem uma pátria fomos perseguidos e colocados em guetos. Se temos agora um estado, cuja ideia principal seria evitar o anti-semitismo, deve aprender a lidar com os outros povos semitas, que habitam a região.
Semítico é um adjectivo que se refere aos povos que tradicionalmente falaram línguas semíticas ou a coisas que lhes pertencem. A análise genética sugere que os povos semíticos partilham uma significativa ancestralidade comum, apesar de diferenças importantes e de contribuições de outros grupos. Existe muito debate acerca do âmbito do uso "racial" da palavra no contexto da genética de populações e da história, mas como termo linguístico está bem definida, referindo-se a uma família de línguas — quer antigas, quer modernas —, originárias na sua maioria do Médio Oriente, que inclui o acádio, o amárico, o árabe, o aramaico, o assírio, o hebraico, o maltês e o tigrínia. Os povos proto-semíticos, ancestrais dos semitas no Médio Oriente antes da fragmentação da hipotética língua proto-semítica original nas várias línguas semíticas modernas, terão sido, segundo se pensa, originários da Península Arábica.

A palavra "semítico" deriva de Sem, versão grega do nome hebraico Shem, um dos três filhos de Noé nas escrituras judaicas (Génesis 5:32); a forma nominativa que se refere a uma pessoa é semita. O adjectivo anti-semítico ou anti-semita é quase sempre usada como sinonimo de "antijudeu". O que vemos na Europa hoje, já aconteceu com Hitler e sua aliança com o Mufti Husseini antes do holocausto. São os lideres extremistas, sunitas ou xiitas,  que se unem com todo aquele que tenha os mesmos interesses de expansão, conquista territorial, contra a cultura ocidental. A diferença que hoje, os "coitados" são os palestinos, sírios, irakis, kurdos, e outros que sofrem pela mão de seus próprios lideres e regimes ditatoriais ou extremistas.

Fica claro que apesar da mesma raíz semítica, o extremismo religioso e as divisões entre os povos causam um fenômeno do século 21: o anti-colonialismo globalizado. Ou seja, através da Revolução Islâmica, os árabes se vingam do domínio sofrido  por suas tribos, invadindo a Europa e lentamente avançado para outras regiões onde exista pobreza e regimes democráticos. Uma frente contra o avanço do terror islâmico, precisa ser dentro do próprio povo árabe, e os palestinos que vivem em Israel e nos territórios,  por incrível que pareça, junto com os libaneses e sírios, são dos mais moderados.


Sera difícil para o judaísmo, e para o movimento sionista conciliar entre as ideias tão diversas que co-existem dentro de um povo já reduzido. A extrema direita religiosa judaica se apropria dos valores judaicos, nacionais e religiosos e mantém seu povo refém de uma ilusão que é possível derrotar um inimigo invisível que vive dentro dele mesmo. A esquerda, o kibutz, responsável por parte das fronteiras e do sucesso da sociedade israeli, por seu diferencial, perdeu sua força diante da globalização. As ideias políticas e as alianças regionais,  já não falam mais para as pessoas: o que temos hoje são os pobres e os ricos, material e espiritualmente falando. De ambos os lados, um bando de idiotas...

sábado, 2 de agosto de 2014

Is religion good or evil? -from - Al Jazeera English



Is religion good or evil?

Scientist and atheist Richard Dawkins is challenged on whether religion is a force for good or evil in the world.



With the headlines covering fanaticism, fundamentalism, superstition and ignorance, religion is getting a bad press these days. And much of the conflict in the world, from the Middle East to Nigeria and Myanmar, is often blamed on religion.
But how are things from a different perspective? Some defenders of religion claim Adolf Hitler was an atheist. Communism under Joseph Stalin, Pol Pot or Mao Zedong banned religion, but also massacred millions. And science brought incredible and amazing advances, but also pollution and the atomic bomb.
A critic of religious dogmatism, Professor Richard Dawkins revolutionised genetics in 1976 with the publication of The Selfish Gene. He has since written 12 more bestsellers, including The God Delusion which sold millions of copies, was translated into more than 30 languages, and catapulted him to the position of the world's foremost atheist.
Mehdi Hasan challenges evolutionary biologist Richard Dawkins at the Oxford Union in front of a varied and lively audience.
In a frank and at times heated exchange, they discuss: Is religion a force for good or evil? Can it co-exist with science? Is science the new religion? And why if god does not exist, is religion so persistent?
from Al Jazeera

domingo, 27 de julho de 2014

WWW3, criando o medo ao vivo e online, o terror pode vencer!

  O professor Abu Sadr da Universidade de Gaza, em entrevista para a RT, Russian Today, afirma que Israel esta punindo o povo palestino como um todo e não apenas lutando contra os mísseis, túneis e ataques suicidas de soldados doutrinados e bem equipados, armados e comandados por alguém dentro de um túnel no subsolo ou no Qatar, que obedece a lideres religiosos e fala para o mundo através de mascaras. Desde 2001, Gaza foi injetada com dinheiro de um grupo de países, incluindo o Brasil. E construída para ser uma base de ataque a Israel, num plano que envolve e conta com apoio de todo o povo árabe palestino e suas organizações no Líbano, no Iran, no Qatar, ou seja,  onde existe o poder  religioso da Revolução Islâmica e o interesse do petróleo  Obviamente nem todos os participantes tem o mesmo interesse ideológico, mas os fins justificam os meios.
Gaza em 1998, ainda sob controle Fatah

Essa base do terror foi criada e equipada para que os grupos diversos islâmicos existentes ali e controlados pelo "poder legitimo eleito pelo povo", o Hamas, aliados aos outros  que operam em Gaza e em toda a região, pudessem atacar Israel coordenadamente  por um bom tempo, numa guerra de guerrilhas, com a intenção de atrair o exercito para dentro de Gaza. Para isso contou com a ajuda e conhecimento técnico militar de potências como a Coreia do Norte, ficando bem claras as intenções dessa rara aliança xiita-sunita. Durante os anos que o Egito viveu a euforia da Primavera Arabe, agora percebida como o Inicio do Inferno da Jihad Islâmica Mundial, não havia um bloqueio total do lado egípcio e foi facilitado o acesso ao concreto, armas, maquinas para produção em massa de mísseis e morteiros, explosivos, e quem sabe armas químicas. Essa á a solidificação da ideia da ALQaeda. 

Agora percebemos que no mundo atual e moderno, existem dois lados bem definidos: ricos e os pobres. Para os ricos, as guerras e a violência do estado fazem parte da estúpida normalidade. Em nome de limites e territórios e uma duvidosa moralidade religiosa, o apartheid é sócio-econômico e cultural. E nestes países temos os sem pátria, os refugiados, os sem direitos. A riqueza não significa mais liberdade, nem de pensamento. Já nos países pobres, dominados por regimes do medo e opressão, como os árabes,  iranianos, pakis, etc...as pessoas não saem as ruas para protestar contra o que acontece na Síria, ou no Iraque, Líbia, pois na verdade a violência regional e interna já faz parte da guerra psicológica ideológica. Ali, o inimigo esta bem definido: as outras tribos. E todas as tribos juntas contra "o infiel, o invasor, os judeus da América com seus aliados ricos".

Não se trata mais de exércitos de estados lutando por territórios e riquezas, mas de  grupos de interesses ideológicos religiosos. A WWWIII é a guerra de terror psicológico, onde os pequenos ameaçam os grandes. Voltamos aos tempos dos Califas, das Cruzadas, desta vez com toda a tecnologia e online. Mas apesar de toda a energia que produzimos,  Escuridão e o Medo são cada vez mais uma realidade.

Um exemplo, apesar de existirem muitos ucranianos, russos, e outros etnicamente similares espalhados pelo mundo, vivendo no Brasil, nos USA ou mesmo na Europa, não saem as ruas para protestar em lugares onde são imigrantes. Assistem ao vivo  matança que acontece neste exato momento na Ucrânia,  com aviões sendo abatidos, mísseis Grad sendo disparados direto sobre populações. Conseguem falar com a família e perceber a destruição de patrimônio cultural, suas cidades cercadas, suas crianças e velhos mortos. Mesmo assim, o russo ou ucraniano médio, que vive fora da região pelo mundo, apesar de manter sua cultura e viver em colônias que mantem o idioma, não faz a menor ideia o que esta acontecendo em Doniestsk, Lugansk, e outros lugares com nomes impronunciaveis. Portanto, não pode e não tem a quem acusar. Muito interessante assistir na TV deles um professor de Gaza, demonizando Israel e culpando pelo sofrimento de todo o povo palestino.
Isso nitidamente é um tipo de propaganda para manter o mundo quieto sobre o que acontece nesses países satélites europeus, depois da queda do Muro.

Do mesmo modo, inexiste revolta dos negros que vivem no mundo rico, pelos crimes do Boko Haram, as matanças étnicas e tribais, o sequestro de 200 meninas. Quando se trata de Africa e sua miséria mazelenta, o mundo silencia. Quando se trata de terceiro mundo, o melhor é manter a miséria ideológica, através do islamismo ou catecismo. Mantem o preço das commodities baixo.

O mesmo podemos dizer com relação a revolta dos brasileiros exilados pelo mundo contra as cagadas que acontecem no Brasil. Protestam contra o gigantismo adormecido, pelo sequestro do poder por um sistema corrupto, que permite e rouba na cara de pau para alimentar um plano neo-bolivarista inspirado em Cuba? A maioria recebe bolsa-familia e silencia e deixa disso...afinal ninguém é brasileiro 100%, nem os nativos.

Esse é o problema de ser judeu num mundo onde ninguém sabe muito bem por quem é e  pelo que esta lutando, onde não existe mais ideologia livre, ou modo de pensar independente. Tentando manter a liberdade de pensamento e o direito humano inalienaviel de poder viver em paz em qualquer lugar, desde que compre esse direito, ou com dinheiro ou  através de uma postura humana merecedora.  Apesar de sua natureza nômade, o povo do livro se adapta a essa ultrapassada realidade mundial de "estados". Mais acostumado ao conceito de Reino Divino, em sua independência pode cometer abusos de poder, errar é humano.

Podemos dividir os grupos de países que usam a riqueza para o progresso e bem estar do mundo, e outros que usam seu poder econômico para oprimir através de ideologias polarizadas onde convivem a apatia e a violência. O consumo alucinado e a miséria violenta se cruzam nesse mundo que deveria ser para todos. Por tentar criar um estado para seu povo e para todos, onde exista mais justiça social e um padrão moral e espiritual elevado, o judeu continua sendo perseguido e culpado. Vitimado pelo ódio dentro de todos, gerado e causado pela ignorância,  e pela  opressão de um ser pelo outro. Citando Pirkei Avot, a Ética dos Pais: "Num lugar onde não existem Pessoas, procure agir como Pessoa".

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Nem tudo está perdido...ainda!

O pior inimigo da Natureza é o ser-humano e sua sociedade organizada, industrial. O mar e o ar que respiramos estão se tornando inviáveis para os peixes, aves, e outras formas de vida. Em breve, as condições atmosféricas podem acabar com a vida humana, se a contaminação do ar e da água, assim como da terra, continuar nessa escala. A maioria da enorme quantidade de plástico, toxinas e metais pesados despejados no meio-ambiente todos os dias, não recebem tratamento adequado. As leis protegem as empresas poluidoras e o direito ao uso dessas mercadorias e bens de consumo criados, são definidos como propriedade privada e protegidos por lei. E a propriedade comum? O grande bem, a Criação Divina começou pela Terra e não pelo Homem! Ativistas ambientais são assassinados e considerados terroristas, presos. A industria e o mercado enriquecem o Homem acabando com a Natureza. Tudo em Nome de um deus de antigas religiões que ignoravam a existência de outro lado do Planeta, e acreditam em palavras humanas escritas, onde outras pessoas mais espertas são profetas, filhos de deus e devem salvar espiritualmente, mediante uma pequena doação, os semelhantes para que eles produzam mais lixo e façam a guerra contra aqueles que não acreditam nas palavras do seu livro. Tudo um lixo! Felizmente as novas gerações estão se ligando nessa questão, não apenas nos aspectos legais ou socio-ambientais, mas no lado filosófico da coisa, na idéia de que se torna possível limpar o planeta, se assim desejarmos, mas como um todo. Claro que a enfase na mídia esta nas questões mais imediatas como as guerras e conflitos, nas finanças ou no emprego. A fome sempre foi tratada como um asset pelo mercado, quanto mais fome, mais se produz lixo industrial, mais sede, mais pet, e assim por diante. Uma verdadeira revolução precisa acontecer nos métodos de distribuição e educação, onde as pessoas sejam parte do processo como um todo, num ciclo sustentável. Já temos muitas iniciativas por todo o planeta, em diversos países, graças ao progresso cientifico, a tecnologia possibilita que as informações sejam cada vez mais publicas, dando aos indivíduos poder para disseminar e colaborar, ser uma ferramenta. O GMA, Guardiões da Mata Atlantica com projetos como Resevalores e Grumarilhas, o Instituto Eco-Faxina, entre outros tantos jovens ativistas, biólogos, veterinários, oceanografos, mergulhadores, amantes da natureza, assim como organismos internacionais, como Green Peace, podem ensinar muito com sua experiência sobre os perigos que estamos enfrentando. Todos os seres da Criacão, ameaçados hoje sob as areias das praias, nas florestas, no mar, na agua que consumimos e no ar. Iniciativas pontuais como o Captain Don, são muito interessantes e bem vindas. Na foto abaixo, material recolhido na praia da Reserva, em algumas horas, num pequeno pedaço da praia...
   foto: Dudu Lima Filho

http://www.marinecleanupinitiativeinc.org
http://guardioesdamataatlantica.org

Lula Grelhada com Arroz da Tinta