segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sociedade perfeitamente errada!

Basta andar pelo Rio na periferia, perto das comunidades em bairros tradicionais, locais onde eram cinemas e lojas estão virando locais de cultos das mais variadas igrejas. O prazer de fazer uma fila, comer pipoca, beijo na boca no escurinho e depois comentar o filme comendo uma pizza na cantina, virou o medo de sair de carro a noite.
O mundo esta enfrentando o Caos graças ao poder politico exercido em massa por estados e  religiões que anestesiam o cérebro das pessoas, criando a ilusão de um modelo de vida que você comprava pela TV, e agora pode ser pela internet. Esse modelo de vida imposto para as pessoas desde seu nascimento pela família, ira determinar a felicidade ou IDH pessoal de cada um.
Vivendo através do medo constante do pecado, do erro, em algum lugares chegando ao terror físico do extermínio, como ser  uma família xiita numa região sunita ou vice-versa, cristãos maronitas e coptas assassinados no Egito e na Síria; na Rússia em algumas regiões os cristãos se refugiam dentro de igrejas, em Bangladesh os Sicks são exterminados, os monges e os chineses brigam no Nepal, e aqui no Brasil os evangélicos chutam os santos de barro e pregam com violência contra os GLS e macumbeiros; os skin-head contra os nordestinos e negros, e negros e mestiços das facções, comandados desde os presídios, equipados e armados nos morros protegendo seus feudos sem lei, numa guerra contra as drogas que são exclusividade de traficantes armados. As milicias que controlam o transporte e o gás,  policiais corruptos que enriquecem as custas da proibição de drogas e armas, dando cobertura para os bandidos.
Libertem as comunidades desse terror. Legalizar seria uma forma de mudar, sem esquecer que o dinheiro da droga financia o crime, mas o culpado pela violência não deveria ser o consumidor final.
A verdadeira droga, indispensável para a grande maioria dos viciados !!
Cada um com sua droga  e chega de proibir o que é improibível..
A violência ataca a toda a população,  fato de ser proibido e demonizado por padres, pastores, policiais e outros malucos radicais violentos em suas crenças numa "sociedade burguesa perfeita" que acredita em Papai Noel mas não acredita nas pessoas e na sua liberdade pessoal e o direito do outro de acreditar no que quiser e fazer com seu corpo de acordo com sua própria mente e com seu dinheiro. O uso do dinheiro publico para combater o trafico de drogas, é uma falácia enorme voltada para tapar o sol com a peneira e manter a população em estado de sitio constante nas comunidades, através de UPPs. A policia é mal remunerada e treinada para reprimir e não para investigar e solucionar crimes, pelo contrario: alguns maus fornecem armas e drogas para os bandidos e controlam as propinas. Nos países modernos, onde a droga é legalizada, a própria população local se encarrega de expurgar os bandidos violentos. Aqui parece reinar o poder do $$, que libera tudo para os mais ricos, mas os obriga a viver em guetos e condos cercados. Sem falar no  dinheiro investido no sistema penal que abriga literalmente os bandidos criados pelo estado e suas proibições, numa sociedade que cultua a violência e as armas como forma de demonstrar poder, se tornou uma situação insustentável. Esse quadro social precisaria ser revertido e todo o esforço do estado deveria ser usado para construir escolas e moradias dignas para essas pessoas e para toda a classe media, e o dinheiro arrecadado com a venda de drogas devidamente legalizadas, passaria a pagar impostos e ser investido na saúde e educação e no desenvolvimento dos municípios e regiões pobres. Legalizar é preciso. Urgente!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Deixando a cerca pra trás..

1974, os protestos eram raros, a não ser as passeatas da TFP,  e as prisões eram realidade, mas não havia uma conscientizacao ou até mesmo algum tipo de discussão sobre o que rolava, nossa doutrina era outra: musica, dança, acampar, fogueira, jogar vôlei, futsal, ping pong, fotografar e revelar as fotos e ter a cabeça feita com a ajuda de chaverim muito especiais do Shomer.  Todas as ideologias e a parte, nosso lance era a  realização da Aliyah, em grupo e a nível pessoal. Não estávamos muito preocupados com a pecha de comunistas que nos era sempre atribuída na comunidade judaica. Dentro dos contextos e conceitos mais absurdos possíveis e extremos, nossa onda era viajar! Sexo livre, drogas e rock and roll orientavam nossa vida, o estudo não cabia, literalmente.  Sabiamos apenas da convivência com os chaverim, no ken, esportes, os programas e discussões de ideais políticos e filosofia de banca de jornal, mas em especial, Israel e o kibutz. Mesmo assim no Bom Retiro quando visitávamos famílias para vender nossos produtos, discos, livros, vinhos, matzot, calendários,  eles ajudavam muito, no Més da Tnua fazíamos gincanas e campanhas para arrecadar fundos. Nesse ano, nas ferias de verão,  com o dinheiro arrecadad,  mais de 40 companheiros embarcaram para Israel, muitos que não tinham condições familiares para custear a viagem com direito a parada em Amsterdam conseguiram viajar.  Meu pessoal em geral era muito tranquilo, e não gostavam de brigas, mas prender essa galera dentro de um 747 por muito tempo foi complicado. Roubaram o isqueiro de ouro do piloto da KLM e todos os assentos infláveis que puderam levar,  cobertores. Ninguem descia do avião até que não fosse entregue o isqueiro do piloto. Eu sabia quem havia surrupiado o isqueiro, juntamos alguns companheiros e convencemos a turma da pesada a devolver o isqueiro de ouro do piloto e o resto dos artigos furtados do avião. Foram 2 meses de atividade, passeios, seminários, trabalho nem diversas áreas do kibutz. A atmosfera apôs a Guerra de Yom Kipur era contagiante, a perspectiva heróica da Haganah e do Palmach e seus generais heróis nos atraiam como Fidel e sua turma. E não descansei, em  76 consegui chegar lá, no Kibutz Nachshon, como outros companheiros, éramos como seres livres da burguesia, das famílias e nossos problemas...novos trabalhadores do campo e doidões a noite; alguns o tempo todo, outros caretas convictos e muita patrulha ideológica. Queríamos ser como o Che, fazer a revolução, tomar muito rum e fumar charutos, claro que os charutos no caso, sem tabaco e o rum era o Brandy 777 e a revolução se dava na terra e no refeitório coletivo, nas roupas coletivas, no sabonete e nas mulheres coletivas...
Muitos de nós conhecemos a dura realidade do comunismo, durante alguns anos, tiramos pedras da terra com as mãos, servimos anos no exercito, em unidades de combate, na elite militar, tentando ser parte do tal Palmach, que já não existia mais. Que revolução ajudamos a fazer em Israel, nós idealistas comunistas, muitos membros da da internacional socialista e fundadores do PAZ AGORA? Com o final da Radio Kol HAshalom que transmitiu do mar durante anos a revolta de Abby Natan, ficamos tristes na Terra onde deveríamos ser felizes, onde conhecemos o povo árabe e sua cultura e a quem deveríamos absorver coerentemente com nossa ideologia de amor a natureza e a Terra, segundo Borochov: a todos "de acordo com as necessidades e a todos de acordo com as possibilidades". Descobri que isso vale apenas para os judeus. Do kibutz antigo idealizado por nós que foi privatizado, ficaram apenas as casas e cercas, fabricas e campos trabalhados por trabalhadores tailandeses. O modelo do kibutz foi seguido pelos assentamentos nos territórios, o que comprova minha tese de que o kibutz serviu apenas para marcar as fronteiras e conquistar territórios e não integrar os judeus em sua terra com o resto dos habitantes, ao contrario. Localizados em locais e terras produtivas, parte de uma sociedade antes muito fechada, onde alguns velhos esperam por Stalin e seus filhos e netos hoje desejam a privatizacão do patrimônio para poder negociar as casas. Todo um segmento educativo, social e político em Israel que foi vital para a existência do estado, que torneou os contornos das fronteiras e as relações com as lideranças palestinas no exílio, se tornou competitivo demais e capitalizado. A maioria abandonou o pensamento de justiça social e internacionalismo, e se tornou uma nova burguesia em ascensão e ainda por cima transformou a Itnachalut antiga do kibutz de esquerda para a direita nacionalista, uma ideia legal que virou fora da lei. Somos nossos piores inimigos, sempre.



Democracia doida demais!!

Democracia de verdade existe onde o povo tem a chave do cofre e o Congresso respeita a vontade do eleitor, da opinião pública, sempre de acordo com as diferenças legais e culturais entre os estados. Ou seja, nesses países, o poder da maioria é legitimamente exercido pelos representantes dos eleitores, ou seja o poder do povo.
O modelo democrático tupiniquim deixa a chave do cofre na mão do executivo federal e permite que o poder legislativo, apesar de eleito pelo mandato popular e seus partidos, na verdade não exerce a vontade do eleitor: no momento que o cidadão é eleito para um cargo publico de alto nível, em qualquer poder, ele se transforma numa maquina de fazer dinheiro, ele detém o poder que a maquina publica, a Burocracia Estabelecida Cartorial, proporciona, podendo nomear assessores, puxa sacos, e prostitutas em secretarias executivas,  segurancas e motoristas, ele se transforma.  A ovelha vira um lobo, um leão, cada vez mais ávido, alvo dos lobbistas das grandes empresas. Assim, o executivo consegue manter o monopólio do poder através de vetos e decretos, aprovando na marra seu planos e projetos que não geram crescimento real durante anos, apoiados por um legislativo travado, comprado ou vendido, como preferirem.
Mantendo um verdadeiro estado de sitio com suas policias militares, que reprimem bem as mais violentas manifestações populares, e executam muito bem autos de resistência, mais que esclarecem algum crime, são os maiores envolvidos em atrocidades contra os moradores de áreas pobres, contra os pobres, os motoristas com documentação irregular pegos em blitzes aleatórias.
Na realidade o estado suga os recursos naturais, sem distribuir riqueza ou promover o bem estar. Sem distribuir terras, permitindo a invasão, levando ao êxodo do campo para as cidades, onde vivem em barracos sem título de propriedade, sem saneamento básico, sem trabalho oficial.
Essa imensa maioria ignorante, manipulada através da politica populista do PT, consegue ludibriar a mente da maioria silenciosa, calada pelos 500 reais da bolsa. Para a maioria que vivia na miséria, a sensação de melhora proporcionada nos últimos anos pelo auxilio em forma de credito para Minha Casa, e outras benesses, na realidade são apenas uma forma de aquecer  o mercado imobiliário, da mao de obra e material de contrução, mantendo o giro e os juros desses financiamentos no caixa do banco do governo. Usar dinheiro publico para financiar a construção irregular em todo o território nacional, comprar votos, disso se trata. Tenho acompanhado pelas redes sociais a atividade política da  senadora Marina Silva e sua tentativa de criar um novo partido. A primeira pergunta seria, o que significa afiliação política transitória no PSB, proposta pela Rede. Isso demonstra total falta de aderência da plataforma, um consenso básico da política democrática: ninguém se afilia a um partido de modo transitório. Creio que as leis eleitorais são claras nesse sentido, mas nestas terras de faroeste, tudo pode acontecer, até um partido ser gerado dentro de outro cujas plataformas são incompativeis. Ou seja, por que cargas a senadora não se torna a líder do PSB, e sustenta a digníssima legenda socialista, transformando a esquerda brasileira em algo mais próximo do que acontece em países onde  a tradição humanista da esquerda propõe uma melhor distribuição da riqueza. Se olharmos para os países europeus, America do Norte, Japao, China, Russia e Ucrania, Israel, sociedades democráticas modernas coexistem as ideias liberais e socialistas, dentro de uma mesma sociedade livre, onde a Lei esta acima de religiões e crenças filosóficas ou políticas. Entretanto, em alguns países ainda o uso da lei serve para subjugar o povo ou outros povos. Isso tudo demonstra que a verdadeira democracia ainda não existe.

Lula Grelhada com Arroz da Tinta