terça-feira, 7 de maio de 2013

Rumo ao Exílio


Rumo ao Exílio

             Aeroporto Internacional de Brasília, madrugada quente de fevereiro em pleno carnaval. Na pista, motores ligados, o avião da FAB que conduziria o grupo do ex-presidente para o exílio no Iraque. Além de ser um lugar pacificado, poderiam viver bem consertando os Passat que ainda rodam lá. Junto, embarcam deprimidos o  bando de moluscos revolucionários e o resto do pessoal do PT. A última a chegar ao aeroporto, foi a dentuça, após horas tentando se recusar a soltar o osso.
 -Trouxe a maleta?, pergunta o chefe. Sim chefe, com essa quantia de LTN's (Letras doTesouro Nacional)podemos comprar armas e reconquistar o país na marra, diz um dos Zés. Prefiro tomar todas e comer todas as iraquianas que puder, fazer uma farta distribuição dessa renda pro Iraque e para os pobres diz o chefe.
-Chefe, isso o sr. já fez no Brasil e por isso estamos indo pro exílio.  Eu acho que virar radical e se explodir no Senado, seria melhor, diz o tesoureiro. A barba você já tem, diz o publicitário, podemos arrumar o resto… O avião decola, levando 400 petistas e alguns do PSTU e PSOL, que pegaram carona para comer laffa com humus e acompanhar o líder ao exílio. Quando o avião sobrevoava o Triangulo das Bermudas, eis que surge o Dragão Vermelho, aquele monstro com cara de Chávez! Dentro do avião, a ex-primeira-dama com seu charme já convencera os pilotos a almoçar com eles, afinal de contas nao era todos dia que almoçavam com dois  ex-presidentes ao mesmo tempo. Quarenta aeromoças serviam o rega bofe. Após umas muitas cachacinhas, a companheira Marina Silva já pilotava o avião na cabine do Boeing, rumo a Caracalhes, seguindo atrás do monstro. Pousariam antes na Bolivia, onde encontrariam os indios da tribo Morales. Na selva amazônica, o grupo pretendia unir-se as NARC e invadir o país, criando uma região independente no Acre, sob o regime do PT, MST, etc...
De repente, um forte impacto atinge o avião. Todos se assustam. Luzes coloridas e raios laser penetram a cabine, toca o Hino Nacional e ninguém acompanha, afinal ninguém nunca consegue aprender a letra desse hino. Era o Cavaleiro da Esperança, montado em seu cavalo negro, chamado Branco, cujas asas enormes haviam colidido com a aeronave.
-Como pode ser? pergunta um dos Zé, mataram esse cabra e o serviço foi tão bem feito que nunca acharam o corpo… 
Pela janela do avião, o chefe e os outros tentam entender o que o grisalho Cavaleiro tentava dizer: as LTN em papel, deixaram de ter valor em 1973, disse uma das aeromoças que sabia ler os lábios. Após um leve aceno de despedida, Ullysses acelera seu cavalo Branco e acerta o Dragão com sua lança e espada, cortando-lhe o rabo. Sem rabo, um dragão não consegue voar. O que acontece com o avião e seus tripulantes, deixo para uma próxima. Fade out. Letreiro: "continua"

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