sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Todo dia é dia de índio.

Com a chuva que tem caído direto na região sudeste, temos tido a sensação constante do que seria a vida na selva amazônica, na floresta da Tijuca ou nas terras de Araribóia, antes da chegada dos brancos. Humidade relativa do ar beirando os 100%. E não apenas a semelhança com a selva, parece que a chuva intensa e as calamidades causadas pela situação quase indigente da população, diante do castigo da natureza e da falta de investimento. Em alguns municípios onde ocorreram milhares de mortes nos últimos anos, assim como os índios do museu, não receberam verbas, mas o descaso do governo federal e da sociedade com um todo. Isso deveria levantar a atenção para a questão indígena e para a questão fundiária no Brasil, muito relacionadas entre si e com a cultura herdada desses povos,  sua mistura com os escravos africanos. Os índios e negros foram escravos, mas nunca foram indenizados, o negro virou cidadão livre mas pobre. O indio se misturou ao negros e brancos para poder ser cidadão. E assim continua a maioria, a despeito de uma minoria que pode tudo em Brasília e os que tem tudo demais em Rio-Sampa. A indignação inesperada causada pela ação de despejo do imóvel que servia como museu do índio, (grafado com minúsculas devido a relação do branco com os povos indígenas), demonstra o desconhecimento e descaso com que a sociedade e  o poder público vem tratando do tema indígena. Todos os problemas com índios são oriundos da falta de respeito com que esses povos foram e são tratados dentro da Constituição: índios são considerados como os loucos, não possuem direitos civis. Isso foi criado numa época em que determinados conceitos regiam a vida das pessoas, e a Igreja mandava.  O verdadeiro tributo a ser pago aos povos indígenas não será através de museus ou estátuas e monumentos. Parece muito a gosto do país: a gente mata todos e faz um enorme monumento, cria um feriado novo, o dia do índiozinho. Bacana. Apenas um retratamento digno, garantido na Carta Magna, para todas as nações em seus territórios, tratados pela lei como cidadãos com direitos iguais aos dos brancos, com liberdade total para optarem como administrar suas riquezas, poderia indenizar esses povos.
Aceitar e continuar com essa situação se torna insustentável, mesmo com base em pareceres antropológicos e científicos, teoria quase nazista contaminada com dogmas, que considera o índio incapaz e inferior como ser humano. A cultura das tribos nas regiões costeiras do Brasil, como os Pataxós, os Tupi Guarani, são milenares. Esses indígenas tiveram contato com navegadores de diversas partes do mundo, antes dos brancos doentes de tuberculose, gonorreia, tifo, invadirem o lugar. Achar que eles eram uma cultura inferior, sujos e pobres, profundamente errado e distorcido. E o pior, usar isso para justificar a destruição de uma cultura e o aniquilamento de todo um povo. Eles já conheciam o termo sustentabilidade muito antes dos PHD da vida. Tupã é o mensageiro do deus da chuva em Tupi-Guarani. Olhem bem com quem vocês estão mexendo!

Capitalismo de Estado ou Comunismo de Elite?

Petrobtras. | Foto: ABr
A Petrobras mantem funcionários que não precisa por imposição do Estado, diz a Economist
Recentemente li essa matéria de capa do jornal The Economist, mostrando o sistema de capitalismo de estado usado no Brasil. Somos famosos em todo o mundo, não apenas pelo traseiro das mulheres, finalmente. Mais da metade da força de trabalho do país recebe salário do poder público, criando uma verdadeira sociedade vertical, empregada dos governos municipais, estaduais e federais, sem contar com todas as empresas de capital público, agências governamentais, escritórios federais nas capitais, tribunais especiais como o eleitoral, justiça trabalhista, e por ai vai, tudo um verdadeiro absurdo, as custas de um povo humilde e muito do deixa disso...
Sobre essa mesma camada da população, incidem os maiores impostos, o que parece piada, mas é real. Os bancos de crédito e investimento disponíveis para as classes mais baixas e para o funcionalismo, são do estado. A justiça e a honestidade do poder público, são acessiveis apenas para poucos. Injustiça para todos. Poderíamos pensar que se trata de um jeito de manter a economia aquecida e deixar o capital dentro de casa. Isso se dá nos prostíbulos, onde o dono come as piranhas, não se esperaria esse tipo de atitude num Banco Central. Com o assistencialismo das  bolsas-famílias, maternidade, e outras esmolas, a classe dominante de hoje, os comunistas de elite sentados em Brasília, de segunda a quinta, acreditam ainda nesse tipo de distribuição de renda. Quando se aposentam aos 55 anos, do alto de suas pensões astronômicas, não percebem que o mundo não pode mais ser enganado. 
O Brasil é um país pobre e atrasado, que não investe nas áreas básicas como deveria ter feito, nos últimos vinte anos. Nem ao menos oferece educação saúde e moradia com título de propriedade para a maioria. Ao invés disso, penaliza a classe media, os empresários com impostos que inviabilizam investimentos nessa mesma camada e ainda por cima facilita a espoliação da sociedade privada através das taxas e juros bancários, roubo praticado a luz do dia. Por essa razão, produz uma nova geração de sub-humanos, com passaporte verde. O mesmo emprego oferecido numa empresa como a Siemens, na Alemanha ou em Israel, por exemplo, pode pagar até cinco vezes mais, em termos reais. 
As oportunidades em empresas de tecnologia, ou para enfermeiras, médicos, arquitetos, dentistas, cabelereiros, cozinheiros, e tantas outras áreas, são preferencialmente ocupadas por gente de fala inglesa. Um indiano, ou israelense tem muito mais chances na Europa, os hispanos e brasileiros, os árabes e negros são discriminados pela tradição de seus governos de exportar mão de obra barata, escravos brancos. O Brasil exporta faxineiras, entregadores de pizza, traficantes, prostitutas e travecos, a maioria com segundo grau completo. Ao aterrissar em Frankfurt, a primeira pergunta que me vem na cabeça: como pode uma cidade ter um hub desse tamanho, maior que todos os aeroportos do Brasil juntos? Os trens, as estradas, estações de trem, tudo muito limpo e organizado. Os banheiros incrivelmente asseados, o povo cordial e educado. Tem algo de errado aqui. Na Alemanha, eles pararam de fazer o que os "líderes políticos" mandavam fazer, derrubaram o muro de Berlim e acabaram com a mentira que é o comunismo. 
A Rússia que inventou esse método de progresso na porrada, junto com a China de Mao, tão na moda hoje, matou centenas de milhões de seu povo, até chegar ao modelo de capitalismo de hoje. O Brasil foi criado por uma monarquia portuguesa, cujo imperador se refugiou no Brasil para enganar Napoleão. Brasileiro é o único povo do mundo que tem nome de ocupação extrativista extinta: como tudo que termina em eiro, baderneiro, bagunceiro, maconheiro. Legal, né? Essa deve ser a causa da Sindrome de Complexo de Grandeza do povo local. Nunca houve um regime verdadeiramente comunista ou socialista no país, graças aos americanos. Se tivesse acontecido, teriamos um outro país. Talvez Brasilia produzisse alguma coisa, a maioria dos brasileiros moraria em conjuntos habitacionais, a caipirinha seria de etanol. Como os brasileiros ignoram o que seja comunismo, muitos deles,  por essa razão, continuam seguindo adorando e entronizando falsos gênios  como o arquiteto amigo do poder, que ajudou a exterminar o trem e forjar o paradigma do uso dos pneus e estradas. Sem querer, o camarada Oscar, o genio do paradigma de Brasilia, junto com Juscelino, criou o DNIT e sua máfia intocável. Um país sem trem, onde os miseráveis impedem o trem de passar por suas favelas, em sua maioria terrenos invadidos em áreas da União. Enquanto isso, os comunistas amigos do poder, sentados em seus botecos na zona sul, com seu chapéu de palha, tomam chope aguado e fumam seus cigarros, esperando viver até cem anos. Todos querem ser como o Grande Arquiteto: um dos maiores comunistas de elite, cujo traço simboliza o poder massacrante de Brasília e seus partidos sobre uma sociedade de otários, maridos enganados, ou melhor, os órfãos da Viúva. Marco de um comunismo moreno e amigo do poder, da Igreja, que sempre se ajoelhou, pelego.
Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor e derrubar de uma vez os símbolos desse poder corrupto e suas piramides, falsas doutrinas com suas bandeiras vermelhas, que não existem mais num mundo globalizado. Apenas investimentos em infra estrutura urbana e nas áreas rurais a tal da reforma agraria, uma educação de alto nível e uma preocupação com cada família, com sua saúde, numa moradia realmente digna de ser chamada de casa, poderiam mudar a cara do país, nos próximos vinte anos. Mas não, investimos em eventos! Os jogos e copas, mais uma roubalheira dessa máfia CBF/FIFA que se apossou do poder em Brasília, servirão apenas para tapar os olhos e ouvidos e calar a boca do povo. Uma vez terminado o sonho, em 2016, o saldo da conta do povo brasileiro estará tão baixo, que este talvez pare de acreditar nas mentiras, propostas de crescimento e falsas grandiosidades, obras desnecessárias, usinas que destroem a natureza e desperdícios como Brasília. Chega de amigos do poder, basta do Estado na economia.

Lula Grelhada com Arroz da Tinta