quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Anarquia de estado?

Estado dos anarquistas ou anarquia de estado? "A luta contra o extremismo judeu recente pode ser ganha apenas através de uma liderança corajosa, que saiba enfrentar os representantes dos colonos e dos haredim, ultra-ortodoxos nacionalistas". Tirei isso de um artigo de jornal israelense Haaretz. O artigo fala sobre grupos extremistas nacionalistas religiosos, chamados de "bando de anarquistas" pelo premier Bibi. Isso me motivou a escrever este artigo. Veremos quem esta anarquizando. Na curta historia de Israel, passamos por diferentes atitudes do governo com relação ao territórios, ou Yesha, como preferirem. Quanto mais a direita, mais colonos vieram, com nível economico melhor querendo morar na Eretz Israel Hashlemah. O mesmo boom se deu em Jerusalém Oriental, nas regiões de Ma'ale Adumim, entre outras, na Bikat Hayarden, o Vale do Jordão, desprezado pelos povos da região e revitalizado pelos colonos, e também nas colinas do Golan. Quanto mais próximos aos europeus e americanos ficamos, apoiamos tambem as leis internacionais criadas sem fundamento, sem acordos implementados. Resolucoes de paises cujos governos eram ditaduras. Já dependemos do apoio desses países. Agora vemos nos últimos anos uma enxurrada de gente falando iidish e inglês nos territórios A, B e C. Criamos enclaves, com grupos oriundos de sociedades desenvolvidas com muitos filhos, construindo para eles nas pedras e em desertos com cabras e pastores beduinos. Claro que os garotos vandalos, escutam as vozes de rabinos radicais que desejam expulsar todos os que não são judeus. Será que eles não tem o que fazer, ou será que estão decididos a perturbar para que se defina esse status-quo? Os grupos como Shalom Achshav, ou o grupo de jovens que andaram pedindo reformas na tendas, talvez tenham mais condições e conhecimento de causa, mesmo do ponto de vista militar, para lidar com representantes dos moradores dessas áreas. E poderiam dialogar com os árabes para tentar encontrar uma solução conjunta, se é que existe, incluindo outras organizações de países árabes para discutir um plano de ação que procure amenizar temas como os refugiados de 48. Para um estado judeu, cujo povo sofreu holocausto, essa questão deveria ser a verdadeira questão, mas não é. Os extremistas que agridem o exército e civis, inclusive outros judeus e mulheres, são criminosos. Quando uma sociedade deseja viver em PAZ, pode ser em Eretz Israel ou em qualquer outro lugar do mundo, deve se portar de acordo: se são tementes a D'us, seguir as leis do lugar, pois assim esta escrito. Conviver como gente civilizada, respeitando o próximo, antes de mais nada. Mas não se deve misturar alhos e bugalhos: o que acontece com os colonos, difere substancialmente do que acontece com o pessoal de Mea Shearim, em Jerusalem. Em comum, esses grupos tem os subsidios e ideologia e desejam viver de acordo com suas tradições, fechados em enclaves. No shteitl, mas protegidos por essas mesmas leis e governo, por um exército dos mais modernos do mundo. Nas cidades, abusam do direito de guardar as tradições e os mandamentos. Agindo como vem agindo, o sistema politico do governo Bibi, e da Knesset, sem negociar as fronteiras e a convivencia com os grupos palestinos, em geral, beneficia as coalizões e os partidos religiosos no poder, garantindo para alguns grupos a sensação de liberdade para encarar a Lei da Torá, acima da lei. Respaldado pelo eficiente sistema judiciario, que garante a liberdade de ação dentro de territórios que já foram objeto de resolução da ONU. Então quem é anarquista, senhor primeiro-ministro?? Na minha visão, é o governo que não negocia com ninguém. E ainda joga a culpa na esquerda. Por se recusar a negociar com todas as partes, perde a oportunidade de estreitar laços com a Russia e Brasil, China os grandes de hoje, o que não é bom nem para o pessoal de Borough Park e Brooklin. Enquanto isso, na falta de uma guerra convencional como estavam tão acostumados e nunca mais definida, enfraquece a moral da sociedade, o espirito defesa deixa de ser prioridade e a ação policial prioridade. Sinal de normalização do estado judeu ou androlomussia? Existe o medo extremo de aceitar que a região pode se transformar num enorme Iranistan ou Turkistan, o que seria melhor o segundo, pelo menos recebem bem e a comida deles é maravilhosa!

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