terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A unanimidade é burra, a humanidade também?

Vivemos num mundo superficial, sem ideologia e com religiões totalmente diferentes, dissonantes, baseadas em nas mesmas superstições, milagres, motivadas pelo ódio ao diferente, desejam destruir seus concorrentes. Como o futebol, tudo não passa de um imenso negócio... Originalmente criado para legislar sobre o caos, organizar a sociedade dentro de um padrão moral, material e espiritual, o texto bíblico se tornou instrumento de opressão do individuo. A fé pura, espiritual, inerente a natureza humana, é manipulada por profetas, visionários. As mentes dos fiéis se tornam instrumento de manobra na busca pelo poder. As religiões estabelecidas majoritárias tampouco são unanimes em suas crenças, o que demonstra a capacidade enorme do homem em interpretar as leis e criar mandamentos "divinos". A proposta original, na Torá, interpretada de diversas maneiras, diz apenas: "Justiça, Justiça, buscarás...e amarás o próximo, como a ti mesmo". Atenção para a vírgula!! No original, o significado desse versículo muito explorado pelo cristianismo, quer dizer apenas: busque ser justo em todas as medidas e com todos...e todos serão iguais, assim como você. Todos serão iguais, dentro das possibilidades do todo. Mas o sonhador, o profeta, promete um mundo melhor para seus seguidores, ama a todos como a si mesmo, mas a chave do cofre fica na mão de seu representante, ou seja, um cara só. Talvez esse seja o melhor exemplo de como um texto genial, criado por inspiração quase divina, pode se converter em algumas religiões que idolatram um homem, e até mesmo em regimes comunistas baseados nas idéias judaicas de justiça social. Para os que compartilham da mesma imbecilidade e se deixam explorar por outro tipo de regime que promete um mundo melhor, para seus líderes, a riqueza e o poder, para o povo, filas e opressão, miséria e alienação coletiva. Tem gente demais rezando e acreditando em coisas que não existem. Coisas cada vez mais óbvias, como Papai Noel e acender velas para iluminar a escuridão, quando já temos energia elétrica...e associando isso com o Criador e sua Criação, cujo ser-humano, parte menor dessa enorme Obra, parece empenhado em destruir. O ser humano se considera acima da Natureza. A palavra Elohim em hebraico tem a mesma gematria (numerologia) de Téva, ou seja, Natureza. Quando Moises ficou 40 dias no alto do monte, os chefes das tribos foram cobrar de Aaron, perguntando "aie haelokim shelcha"? para isso nos trouxeram ao deserto, para nos matar de fome e sede?" cadê os seus lideres, explica o Lubavitcher Rebbe. Revoltados pela ausencia de liderança, numa situação de sobrevivência, doaram seu ouro para fazer um ídolo. O mesmo fazem ainda hoje, em todas as religiões. Os líderes agora estão em cada um de nós, mas ainda não percebemos. A maioria silenciosa ainda olha os jornais na banca, e procura nas manchetes um novo líder, que não virá. Por outro lado, acesso em massa a informação, de forma anárquica, transforma a sociedade numa maquina de derrubar governos e ditaduras, mas pode levar ao poder partidos mais radicais e fundamentalistas. A era da estupidez deve acabar em breve, meio que na porrada, ao gosto popular, e o homem perceberá seu erro. Se o mundo continuar acreditando em palavras e promessas humanas, não olhar a sua volta e perceber que todos os seres humanos são iguais e compartilham a mesma casa, o futuro próximo pode ser de guerra e terror para todo o planeta. Do mesmo modo, se a sociedade de consumo não se tornar rápidamente mais verde e sustentável, adotando práticas de reciclagem, mudando hábitos de consumo, deixando os combustíveis fósseis de lado, jogando menos lixo e produzindo mais energia limpa, a natureza continuará reagindo cada vez mais as agressões e extinguirá a vida no planeta, como já aconteceu antes. Para os cientistas, os fósseis provam, para os crentes, o Dilúvio pode ajudar a cair na real enquanto há tempo. Ouvir a voz que vem do coração, o ano todo, ser uma pessoa mais relaxada, como Noé, e acreditar no que sente ser justo e nunca no que os outros dizem que se deve fazer. Assim como as redes sociais ajudaram a derrubar regimes que massacram civis, através da tecnologia os homens podem se igualar e tentar evitar ou retardar o aquecimento da Terra e o conflito entre os que não conseguem enxergar além de suas crenças e dogmas. Será que ainda da tempo? Não custa tentar. Feliz Mundo Novo para todos!!!

sábado, 6 de agosto de 2011

O país do "gato" quer controlar a internet.


Não tem como controlar o riso ao ler o texto da lei que os cara-de-pau de Brasília querem passar, com nome de lei contra cybercrime.  Em países com fronteiras fechadas e economias fechadas, como a China, Turquia, Síria, Iran, Cuba, ainda da para tentar controlar alguma coisa. Com os protocolos IPV6, 4G, onde a identidade do SIM pode ser trocada, onde as companhias de telecom são privadas, acho muita pretensão, ignorância e mal-uso do $ publico, como sempre. Isso geraria, controlar o incontrolável, algo similar a guerra contra a maconha. Esta na hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor e tirar os idiotas do poder. Esta ficando chato para os brasileiros.
O Estado abusa do direito de enganar o cidadão, de maneira explicita, castigando a grande maioria com impostos em cascata embutidos no preços, juros e leis feitas para arrecadar e complicar a economia. Mas o poder não se dá através do controle de apenas determinada camada da sociedade, a classe media, deixando o pobre, maioria apenas pagando impostos no consumo imediato, participando do crescimento mas isento de direitos humanos e materiais. O Estado pretendendo ser rico, roubando o povo, para pagar seu custo, bancar a  ineficiencia do populismo, como temos visto na atitude do poder, municipal, estadual e federal.

 Por que não começar por onde esta abandonado, pela educação, por exemplo, pelo direito fundiário de cada cidadão? Pela conscientização do cidadão para a importancia de fazer sua parte e não reclamar apenas...
Alguns amigos jovens da Barra da Tijuca, fizeram um video criticando o governo local, usando termos que eu não usaria, mas quem anda pelas favelas e periferias fica revoltado com o que percebe: um povo cada vez mais largado, abandonado a sua sorte!
Fotos de Rio das Pedras Rio de Janeiro, Sergio Nedal©2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mulheres de Burka no Shopping

"Domingo a tarde no Iguatemi, o centro do luxo paulista, colado na Hebraica, cheio de judeus, duas mulheres trajando burkas pretas, daquelas bem fechadas...fica a pergunta: se eles pregam contra o ocidente e pedem morte aos USA, o que elas estavam fazendo no shopping?"
Publiquei esse comentário no meu Facebook e isso gerou uma discussão entre meus amigos. Alguns me acusaram de fascista, nacionalista, outros apoiaram minha intriga. Como fotografo, fiquei frustrado por não conseguir uma imagem. Percebi com esse post que palavras valem mais que imagens.
Vou esclarecer, ou piorar: errei, ele(as) não estavam usando burka e sim niqab, sou a favor da liberdade, em momento algum questionei os hábitos, costumes, religião dessas pretensas senhoras, que bem poderiam ser transformistas, pois fato é que não se lhes percebiam as feições. Nada contra seu direito de fazer compras em nossas lojinhas.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uma oportunidade coletiva anual

O ser humano precisa de exemplos para poder meditar sobre seus conflitos interiores e como ele se insere dentro da vida social. Precisa de um texto guia para suas atitudes e compreender o outro, o diferente. Muitas vezes apenas inteligência emocional é insuficiente, precisamos atribuir tudo a algo externo que nos faz agir, pensar e comportar, um deus, por exemplo. Precisamos da noçao de certo ou errado. Isso vai desde saber como tratar certos problemas até como reagir em casos extremos, como sair de um problema que nos sufoca. Sair da opressão, dentro de nossas células sociais: família, escola, amigos, trabalho, sociedade. Acreditar que um povo se formou no Egito, era escravo do faraó, que os obrigava a construir enormes pirâmides, pode parecer coisa de filme. Quem assiste o Canal Discovery sabe muito bem que existem evidencias sobre os hebreus nas escavações de inúmeros sítios. Sabe-se que os hebreus existiam e costumavam escrever em escrita cuneiforme, esta não encontrada nos sítios arqueológicos, a não ser uma descrição encontrada na tumba de Ramsés III, onde os hebreus aparecem vindo com seu burrinho, e os rolos de pergaminho. O que se sabe ao certo, eles escreviam, e podem ter inventado a maravilhosa epopéia do Êxodo e seu libertador.
Escrevemos uma lenda para justificar uma situação narrada na Tora, a falta de modos, apatia, desconfiança, dentro do mesmo povo. Fica sempre fácil atribuir a alguém certo grau de divindade, apenas por sua postura e nível de articulação. Bem provável, Moises era um príncipe egípcio, depois foi rei na terra dos beduínos e quando fala com a sarça, já tinha seus 70 e tal, portanto poderia ter algum problema de audição, e era gago…quando ficava irritado gritava, e D'us não gosta que gritem com seu povo. Por essa razão, Moises autor da obra e nosso maior profeta, foi castigado e não entrou na Terra Prometida. Você entrou, ele não…pense nisto nesta noite. Se o que foi escrito aconteceu ou não, apenas mero detalhe. O importante não esta em sentar e se refastelar, comer pão ázimo e beber vinho, comer o korban, isso você pode fazer em Pesach Sheni. Esta escrito no Talmud, todos os mandamentos serão cancelados no futuro. Mas a lei em vigor será rígida como Beit Shamai, que dizia: receba a todos com uma cara bonita!
O mais importante nesta noite: algo passou sobre o Egito. E erradamente nos alegramos pelas pragas e pelos egípcios afogados na travessia do mar, quando a própria Tora enfatiza que nunca
devemos nos alegrar pela desgraça de nossos inimigos. Esta noite deveria ser o momento de sair definitivamente de nossa escravidão interior, de nossos empregos e da rotina de nossas obsessões por mais poder material, todos as causas que nos deixam inertes diante de tudo o que acontece de importante no mundo. Tudo parece longe. Até o momento que nos atinge diretamente, como os mísseis atirados diariamente de Gaza.
Pesach, na realidade nada mais é do que uma oportunidade que se renova a todo ano, uma chance de recomeçar para todo o Povo de Israel e voltar a ser um exemplo para o mundo.

Lula Grelhada com Arroz da Tinta