terça-feira, 1 de junho de 2010

Uma confusão necessária

Uma confusão necessária?

por Sergio Nedal Riss

Em 98 participei de um seminário e com uma delegação do Meretz fizemos uma visita a Gaza. Ainda "governava" Arafat e o Fatah era nosso anfitrião. Para um ex-combatente do IDF, estar em Gaza escoltado por ex-terroristas não era exatamente uma situação confortável. Mesmo assim, fomos muito bem recebidos, apesar de alguns momentos de apreensão durante a visita, no momento que nosso ônibus cruzava o Hamastan…o território do Hamas na época se resumia a algumas ruas do centro de Rafiah. Mesmo assim, apesar de pequeno numericamente, sua afiliação ao Iran, e aos movimentos islâmicos, transformou Gaza em reduto do terror. Vejam como a ausência de uma liderança autentica no povo palestino, o esta levando a aceitar o terror islâmico como plataforma popular. Não se trata mais de ser otimista, de esquerda ou de direita. Trata-se de enxergar a realidade.

O atual governo do Likud de  Bibi, conseguiu colocar mais uma vez, a opinião publica mundial contra Israel. E isso significa termos mais uma oportunidade para explicar Israel para o mundo. Mesmo que não gostem, ao menos nos respeitem. Mesmo ao custo de perder a amizade falsa com Turquia. O prejuízo será grande mas muitos israelenses e judeus devem agora evitar a Turquia e seus produtos. Apesar da enorme popularidade interna, em torno de 99% de aprovação, a cobrança da imprensa e da opinião publica mundial pode derrubar o ministro Barak. Se houve erro estratégico, como foi a abordagem ao navio, a falta de informação sobre o que aguardava os comandos a bordo dos navios, e se estes realmente apresentavam algum perigo, tudo isso não importa mais agora.

O que sim importa, e isso deveria ficar claro para todo o mundo: Israel esta em guerra com o Hamas, assim como o resto do mundo civilizado não pode aceitar termos e negociar com terroristas. Israel se retirou de Gaza e não tem interesse em controlar seu território. Não existe cerco militar a Gaza num nível que  justifique qualquer ação humanitária, se assim fosse a ONU teria determinado sanções contra Israel, os próprios cidadãos de Gaza estariam repudiando o Hamas. Eles recebem água e energia elétrica, alem de alimentos e remédios em quantidade. No entanto, tal repudio de  habitantes por seus captores do Hamas, não acontece. O que sim existe é o domínio de terroristas em Gaza, com apoio da população, do Islam e suas irmandades. Sao milhões de radicais que se propõe a destruir Israel, e mantém reféns soldados como Guilad Shalit, sem dar oportunidade de receber uma visita da Cruz Vermelha. Gaza e o Hamas ainda estão em guerra, e não demonstraram em momento algum intenção de reconhecer o direito de existência de Israel. Pelo contrario.

Por essa razão, o que deveria mudar seria a atitude e a proximidade como esta sendo negociada a paz com Abu Mazen e todos os outros fatores da região. Impossível para Israel sequer pensar em se aproximar do Iran e dos financistas do terror internacional. Todos aqueles que de alguma forma tem contato com determinados fatores do terror e seus organizadores devem ser tratados com terroristas, inclusive qualquer tipo de rally deveria ser visto com desconfiança. Afinal, não seria nada difícil para alguns militantes radicais levar centenas de ativistas convocados junto a organismos ligados ao pacifismo, sequestra-los, ameaçar explodir os navios, ou algum plano macabro para tirar a vida de inocentes e culpar Israel, como fizeram nas guerras do Líbano e Gaza, com a tática de minar escolas e usar escudos inocentes.

Hamas não representa o povo palestino e Gaza é um problema a ser resolvido por esse mesmo povo e seus representantes políticos. Israel deve iniciar um trabalho serio junto a população árabe, os palestinos em especial, no sentido de aumentar o intercâmbio com todos os fatores mais moderados da sociedade, a fim de impedir que todo o povo palestino se torne refém do radicalismo islâmico e seu terror. O mundo não pode aceitar Hamas, cujo nome já diz, Ódio, não pode ser  parceiro da PAZ.  Jamais!!

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