sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Um exemplo de poluição e destruição: do Imbuí, Teresopolis, para o mundo!


Que tal olhar para nossas mazelas? Temos 24% da população de Teresopolis, RJ, e outros tantos municípios brasileiros, trabalhando em subemprego e vivem em favelas. Mas tem carros e motos, e usam produtos não degradáveis e jogam seu esgoto em natural pela janela e o lixo em qualquer lugar. A frota é antiga e comum ver nos municípios do interior, veículos e caminhões soltando fumaça, fabricas clandestinas de carvão, queimadas para fazer pastos e plantar soja, ou cana. Para fazer combustível...

Se o nível de emissões de gases, e de poluição dos rios fosse critério para realização de eventos ou para classificação nas copas do mundo, o Brasil, certamente estaria de fora.

A participação do Brasil, em tragédias como o terremoto no Haiti, assim como o ufanismo lulático, servem para desviar a atenção da opinião publica de nossas próprias e serias mazelas. Na verdade ajudamos a causar esse tipo de terremoto, e sabemos cientificamente a causa: entupimento das fendas abissais. Ao contaminar os rios, contaminamos o solo e o mar. As fendas tectonicas localizadas no fundo do mar, entopem mais rapidamente, o que causa uma erupção vulcânica ou um terremoto, como o que vimos na fenda do Haiti.

O meio ambiente é um bem comum a todos os povos do mundo. Quanto mais rico e consumidor for o mercado, ou seja, pior a situação. E num pais de ignorantes, enganados pela propaganda e pela imagem de sucesso, onde ter um carro é poder jogar o lixo pela janela, parar na rua para mijar, subir nas calçadas, soltar fumaça e dirigir bêbado, entre outras diversões que um carro proporcionar.

A industria automobilística assim como os produtores de petróleo, deveriam ser obrigados a arcar com as conseqüências do impacto no meio ambiente e na saúde. O preço da gasolina na bomba deve custear a saúde também. Ao comprar um carro, deveria levar um selo enorme, "este veiculo pode causar danos a saúde".

Devemos exigir isso, pelos milhares de mortos por ano, os números são alarmantes.
Vamos sucumbir antes que o aquecimento global possa ser revertido, não pelo aquecimento, mas sim pelo esgotamento dos recursos.

Ao invés de planejar o crescimento econômico como se a riqueza fosse uma necessidade e não apenas um meio, como se a educação fosse apenas um meio para conseguir dinheiro para comprar um 4X4 a diesel, blindado, e cultura servisse apenas para preservar tradições e não para ser usada como conhecimento e ferramenta.

Esta na hora de investirmos na saúde do meio ambiente e da sociedade global, através de melhorias na infra estrutura, com cidades planejadas, com transporte, desburocratização e descentralização real do poder, o fim do sistema capitalista como gerador de miseria. Eliminar os fatores que geram o travamento do sistema, como estamos vendo acontecer, como a espuma fétida na foto da antiga e linda Cascata do Imbui. Vemos e nada podemos fazer.
Somos apenas Imbecis.
Confira o resto do passeio em Tere:
http://picasaweb.google.com/snriss/PasseioEmTereJaneiro2009?feat=directlink

Um comentário:

Igor Veltman disse...

Nedal, sem mudança de paradigma realmente não tem solução. Mas estamos numa enxurrada de consumismo... dificil as pessoas tomarem conscincia. De qualquer forma, o caminho é por aí - é mostrar a cada um de nós os pequenos e significativos gestos que implicariam em mudança, e os impactos nas nossas redondezas. Quem sabe olhando pro próprio rabo os macacos não se tocam de que ele está pegando fogo?

Lula Grelhada com Arroz da Tinta