segunda-feira, 14 de maio de 2007

Em nome de quem?

Antes de publicar este blog, mandei os textos para alguns amigos e antigos colaboradores. Muita religião, disse um deles. Como jornalista e judeu, pluralista e mais "materialista", acho que captou uma parte do tema. A falta de conhecimento mais profundo nos assuntos da Torá, pode afastar as pessoas de um caminho mais espiritual, imagino. No entanto, pensando como um rabino ortodoxo, na maioria dos casos, sem generalismos, a formação para a educação dentro do judaísmo religioso atual não exige um questionamento muito profundo sobre o verdadeiro papel da Tora e sua adequação aos tempos de hoje. A ortodoxia, em suas diversas correntes, trata da ligação do povo sob uma perspectiva fechada, de dentro para fora. E o Criador, através da sua Luz Infinita, age de fora para dentro e em todos os sentidos. Fica muito difícil, para um judeu observante que vive dentro de um shteitl mental, mesmo os que vivem em grandes capitais, pensar em termos de mundo em geral. Um estudioso da Tora estará tão preocupado em seguir todos os mandamentos da melhor maneira possível, com temor e amor ao Criador, mas muitas vezes perdendo contato com a realidade. E isso acontece em todas as formas de atividade humana. Não apenas em coisas que teoricamente fazem parte de nossas vidas, nossa ligação com a vida. Ele nos inseriu neste mundo e nos deu uma chama que não sabemos explicar. E podemos como todos os seres humanos encontrar as maravilhas por ai. Mas ninguém, nem um ser humano pode sair por ai afirmando publicamente que esta ou aquela é a versão definitiva da Torá, e que existam explicações plausíveis e humanas para os milagres do nosso dia a dia. Da mesma maneira não se deve exagerar em nada, nem torcer demais por um certo time, perdendo o verdadeiro sentido do esporte, que não esta na competição.

Essa imposição fundamentalista de ser única, melhor e absoluta, levando seus integrantes a uma verdadeira lavagem cerebral, existe em todas as religiões materialistas, fascistas, nazismo e marxismo, cristianismo e islamismo e todos os ideologismos, que não são absolutamente monoteistas como querem muitos estudiosos cristãos e islâmicos em geral. Monoteísmo se refere ao Deus de Todos, que estava antes do homem, sem nenhuma condição ou ismo. Esse e o grande bilbul que o mundo vive hoje. A Torá, Luz pura e energia fascinante, concede ao ser humano o guia para uma possibilidade de vida mais justa, com amor, não prega uma idéia fixa que privilegia um grupo especifico, como se pode pensar. Talvez muita coisa da ideologia e do pensamento clássico e chassidico tenha ficado fechado, inacessível para os simples mortais. Podemos agora, nestes tempos de cultura cibernética, através do estudo e discussão das fontes, descobrir nossa vocação. Nesse turbilhão de acontecimentos e fatos, podemos perceber através de uma constatação simples que não somos nada, apenas simples humanos. Em seu melhor resumo, seguir a Torá, apenas nos ensina a não fazer aos outros os que não queremos que nos façam, antes de tudo. E cada um, no seu cada um.
Em sua origem ancestral, tão antiga que transcende o tempo material, a Torá de Moisés nos foi dada para criar uma morada para D`us na Terra. Não para criarmos deuses novos, humanos, de sangue e carne, mais poderosos que o próprio Criador e que possuem poderes extra terrestres. São apenas mais palhaços nazistas fantasiados de papas, falsos profetas e seguidores-bomba. Usar Mickey e a TV para ensinar os jovens a odiar gente que eles nunca terão a oportunidade de conhecer, esta na mesma proporção de ignorância que achar poder dar certo uma igreja que foi inventada para justificar a destruição de um império, mas mantém suas tradições imperialistas até hoje. Tão absurdo como um sujeito denominado rabino pedir uma benção para alguém que provavelmente ainda tem cheiro de sangue em suas mãos. Todas as religiões dominantes de hoje, sua intenção final esta a de dominar o mundo, ou seja = nazismo. Seus líderes são políticos astutos e corruptos envoltos nos governos onde ainda se permite tal intromissão. Podemos observar o fenomeno relacionado diretamente com a necessidade de se manter determinadas camadas no poder. Sempre. Como se pode perceber, onde existe um pouco de acesso a informação, os homens já não se deixam enganar.

Fica muito difícil, do nada, combater a difamação dentro do islão de hoje, que tem a intenção clara de detonar uma guerra sem precedentes, uma Cruzada Nuclear. Mas da mesma maneira que o matuto e sua família na fazenda no interior de Minas não precisa mais sair de sua terra para saber que os outros vizinhos são seres humanos iguais a ele e que não precisa ser um seguidor de alguma doutrina para ter acesso a chuva por exemplo, imagine-se qual seria a sua reação ao assistir uma mentira deslavada mostrando judeus seqüestrando uma criança, sangrando para fazer matzá, no mínimo eles achariam que se trata de uma comedia dos Trapalhões, mas muito mal feita. Aonde quero chegar, um pouco de cultura geral, para os mais humildes pode ajudar muito. A mudança terá que vir de dentro dessas grandes religiões, com o inevitável caminho da sabedoria e com sua consequente falência. Como aconteceu com o comunismo brutal que matou mais gente que o nazismo e que no entanto, mesmo tendo acabado como movimento social pela própria comprovação de que o homem jamais poderá dominar outros, muito menos em nome de alguma coisa ou causa inventada pelo próprio ser humano. Seria o mesmo que um mundo governado por reis e escolas de samba. Absurdo mas existe até hoje. Assim como ainda existem nazistas e gente que acredita em encarcerar, isolar ou matar os outros para conseguir uma sociedade melhor. Por essa razão, ainda sentimos dificuldade em distribuir a renda e fica mais fácil jogar a culpa da violência urbana no tráfico de drogas e prender todo mundo que use boné e óculos escuros. Ora, somos tão hipócritas e tão violentos com nossas prisões cheias de jovens negros marginalizados por uma igreja branca racista, de santos bonzinhos que sempre ensinou a odiar os que não são cristãos. Não adianta agora se arrepender. Tem que mudar. Infelizmente não temos paz ainda nesta vida para poder desenvolver a ligação do homem com o Criador, uma religião pura e simples onde o assunto é muito mais pessoal, voltado para a meditação sobre nossos problemas, para que através da pratica seja possível alimentar o corpo e o espirito. Antes de mais nada, este seria o papel da Tora, como esta escrito: sem Torá, não tem farinha. Sem farinha, não tem Torá. Todos estão errados e ninguém percebe. Não se pode mais misturar cultura com poder em nenhuma circunstancia, muito menos a cultura humana baseada na palavra divina.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Detonando a Historia

Nunca fui bom aluno, em geral. Mas em História e Redação me saia bem. Cheguei até a ganhar um prêmio de literatura infantil nos primeiros anos do curso primário, com uma redação criativa sobre um indiozinho que desce o rio numa canoa. Era uma redação livre, na época chamavam isso de estória, depois mudou por causa da reforma ortográfica. O que alguns poderosos líderes politicos e religiosos de hoje tentam fazer com a História da Humanidade, parece reduzir o passado a uma simples estórinha, uma lenda.
A lenda do povo judeu que nunca existiu como uma nação soberana em sua terra natal.
Estudei no Scholem Aleichem, em SP nos anos 60 no século passado e para quem não sabe era um escola ligada a um curioso movimento judaico, anti-sionista. Sim, existem judeus anti-sionistas.
Esse movimento, o Bundt era comunista e idishista, em algum momento na época áurea de Stalin pretendeu criar um Estado Judeu num lugar chamado Birobidjan, perto da Sibéria. Nada agradável essa idéia...pensar em Stalin depois de haver passado alguns anos compartilhando as roupas e outros bens num kibutz, me traz a desagradável sensação de um mundo dominado por regimes autoritários.
Viver no kibutz foi o suficiente para conhecer um pouco do regime e descobrir que só pode querer ser comunista, quem nunca viveu em Cuba. E olhem que era fã do Che. Realmente me decepcionei ao descobrir recentemente que o ex-companheiro Fidel entregou nosso ídolo. Se soubesse, acho que nunca teria sido comunista, mas quem nunca foi tolo, dizem, jamais será sábio. Sorte nossa que essa idéia de ditadura do proletariado só era válida quando os judeus eram proletários na Rússia. Alias, nasci no dia da Revolução Bolchevique, 7 de novembro. Quarenta anos depois. E a idéia de existirem judeus anti-sionistas, seria bom que se explicasse, antes de mais nada, onde existem dez judeus, são onze opiniões diferentes. Judeus são um povo ancestral, como os gregos, egípcios e outros cujas tradições mudaram, mas não abriram mão de seu território, como fez Israel, e assim conseguiram preservar sua identidade nacional. Viver num mundo moderno como hoje, sem uma identidade nacional, sem um passaporte, parece inconcebível.
A identidade nacional judaica, após a destruição de Jerusalém no século I pelos Romanos, ficou condicionada ao cumprimentos dos mandamentos escritos no texto sagrado da Tora e as leis que poderiam ser cumpridas fora da Terra. Infelizmente, com o passar dos séculos no exílio, os judeus foram se assimilando de maneira mais rápida a medida em que se assentaram em países mais liberais, principalmente na Europa desde a Revolução Industrial.
Judeus assimilados como Marx e Engels, inspirados em alguns conceitos judaicos, participaram da criação ideológica de movimentos populares como o bolchevismo. Por incrível que pareça, sem saber o que viria pela frente, alguns banqueiros judeus apoiaram o nacional-socialismo em sua fase inicial.
O judaísmo, diferente dos outros povos cuja religião é o pilar da estrutura moral e referencia das normas de conduta, permite essa pluralidade de opiniões e expressões. Temos judeus ateus e ultra-religiosos, mas nenhum deles deixara de defender ate a morte se preciso, o direito de seu próximo. Ser judeu significa a união de diversas tribos e correntes em torno de uma mesma idéia. Um estilo de vida que permite ter diversas bandeiras num mesmo acampamento. Essa sensação de harmonia dentro do caos diário, uma difícil disciplina, indispensável para a missão de trazer um pouco dessa luz para todos os povos.Essa luz seria a cultura e o conhecimento, respeito, justiça social e paz. Imaginemos o Mundo Vindouro. Acho que John Lennon andou estudando cabala antes da Madona. Esse conceito de liberdade individual, com responsabilidade geral, difere de todas as outras civilizações antigas e modernas, onde a lei e os estatutos são propriedade do Estado. O monopólio do poder. O judaísmo não pressupõe um estado, na forma moderna, apenas um reinado que foi extinto e pode vir a ser restabelecido algum dia em Jerusalém. Dai existirem alguns judeus que se opõe politicamente a essa forma de regime. Seria possível se viver em paz árabes, judeus, se todos pensassem dessa maneira anti-territorialista, digamos. Essa cultura se move junto com o povo, sendo guardada pelos descendentes e infinitamente preservada , cada vez renovada e rescrita apesar das perseguições e mesmo sem um território. A Torá fala contra todo e qualquer abuso de poder de um homem sobre os outros. Já vimos esse filme na Alemanha mas a humanidade continua a seguir essa mesma trajetória de erros.
Mesmo se opondo, a fraternidade e os laços de família que nos unem, aproximam os judeus do mundo todo, em torno da defesa de Israel. No judaísmo não existe um líder único, uma opinião humana que prevaleça, valendo apenas os costumes derivados das tradições religiosas que o povo mantém. Existe uma tensão entre os diversos ritos e correntes religiosas judaicas, e uma verdadeira luta para preservar essa identidade, dentro de um mundo globalizado.
Através dos movimentos culturais sionistas, laicos e religiosos de diversas linhas mais ou menos ortodoxas existe o intercâmbio com as outras inúmeras comunidades judaicas para garantir a existência de nossa pequena comunidade local. Nossos sábios ensinaram a arte de não falar mal do outro, e sequer pensar negativamente sobre outra criatura. Nem rir quando nosso inimigo tropeçar.
Esses aspectos das lei da Tora, não dependem de um território e sim da integridade e união em torno de uma cultura multifacetada, comum a todos. Fica fácil de entender se assumirmos que a Torá, escrita a milhares de anos serve como escritura definitiva de posse da Terra Prometida, que fica em fronteiras no mesmo lugar no Oriente Médio, muito alem dos limites de hoje, mas somente será de direito do povo se sua maioria cumprir e viver de acordo com esses valores.. Estrategicamente devolvemos no limite do que seria seguro, e mesmo assim, com o risco que hoje aparece, somente obtivemos acordos espúrios, que aparentemente pelo que dizem os especialistas em estudos islâmicos, apenas servem para dar tempo ao tempo e ajudar a formar mais terror e ódio.
Na opinião de um dos lideres espirituais mais importantes desta geração, o rabino M.M. Schneerson, de um movimento chassídico considerado anti-sionista, se existem judeus vivendo em Israel, sionistas ou não, parlamentaristas ou republicanos, comunistas ou liberais, etíopes, russos, marranos, americanos, precisamos defender as fronteiras e assegurar a paz. Isso significa sobrevivência acima de qualquer coisa.
A vida prevalece, mesmo antes das considerações políticas. Aqueles membros do povo judeu, que tiveram sua identidade nacional trocada a ferro e fogo, oprimidos fora de sua terra natal, estão agora de volta a seu lugar de de origem. Tem o direito e o dever de se necessário for, violar o sagrado mandamento do Shabat( Dia do Descanso) e sair para a guerra contra a ameaça que mais uma vez nos atinge. Fomos perseguidos pelos Egípcios, Assírios, Persas, Gregos, Romanos, expulsos de Jerusalém e durante séculos impedidos de voltar pelos turcos, otomanos e ingleses. Sempre procurei mais justiça social e o respeito pela natureza, pelo próprio ser humano em geral. Procuro e defendo a verdade dos fatos. Achar que o judaísmo e apenas uma religião, assim como as outras, que se baseiam em mitos de profetas, e poderia existir apenas em mesquitas e igrejas, totalmente desvinculada de uma tradição nacional-territorial, esta enganado. Os judeus nunca pretenderam dominar o mundo como parece que tentam outras religiões. Muitos judeus são contra toda e qualquer idéia de um estado capitalista neo-liberal em Israel. Essas correntes que se opõe ao status-quo atual, pretendem apenas voltar a ser um povo dedicado a estabelecer um reinado de paz, e reconstruir o Templo em Jerusalém.
O povo judeu, em sua maioria, deseja apenas Paz para todos. Mas para isso, deve entrar num entendimento entre suas diversas tendências, especialmente no que diz respeito a sua forma de representação oficial. O que realmente enfraquece Israel perante seus inimigos, neste momento, são as próprias divergências entre as grandes e diversas comunidades, todas elas devidamente representadas hoje na Terra Santa.
O povo judeu, por conta de suas inúmeras tendências políticas e religiosas internas, acabou sendo refém dentro de sua pr´pria Terra. Considerando a máxima dos sábios ‘o povo de Israel são avalistas uns dos outros‘, o povo como um todo se tornou avalista de uma guerra de potências econômicas interessadas em controlar seus esquemas de comercio, principalmente no que diz respeito ao controle do escoamento do petróleo para os portos do Mediterrâneo, questão estratégica para o abastecimento dos maiores consumidores desse mesmo produto, os americanos. Acho que já chega dessa tentativa de massacre da história da Humanidade. O judaísmo da Torá, se baseia numa tradição escrita e oral documentada há mais de 3000 anos. Manuscritos em aramaico cuneiforme e hebraico original, foram encontrados recentemente e segundo técnicas modernas de datação, seriam de 540 AC. Os pergaminhos que foram achados em Qumran, no Mar Morto, junto com tefilin, os filactérios, e outros utensílios, trazem trechos de Salmos, Isaias e de Moisés. São de épocas diferentes, mas se referem ao mesmo povo. Podem questionar se Moisés existiu ou não, mas seus textos escritos no deserto milhares de anos atrás, continuam fazendo o maior sucesso. Tanto sucesso que querem acabar com o original para poder cobrar mais direitos autorais e territoriais.
E a melhor maneira de acabar com alguém, difamando. Como fez a Igreja, que conseguiu através de séculos de publicações nos seus veículos de imprensa e em seus sermões, trazendo sobre nossas cabeças o horror das fogueiras dos autos-de-fé em Torquemada, e depois o nazismo. Nunca nos vingamos, nem de de uns, nem de outros. Agora temos o pan-islamismo e o terror, pela mesma forma de contato: a palavra. E será que devemos nos calar agora? O revisionismo que assola o mundo, quer ignorar o reinado de Davi e Salomão, os Salmos e todos os outros livros atribuídos a pessoas reais, que existiram, viveram e prosperaram numa região durante milhares de anos. Esse revisionismo nega fatos fartamente documentados e reais como a Inquisição e o Holocausto onde morreram mais de 6 milhões de judeus, e outros tantos milhões de seres humanos, entre eles os doze irmãos de minha avó materna. E ainda o ensina nas escolas, na TV, jornais e nos sermões em pleno século XXI, fazendo a cabeça, fomentando o ódio. Num disfarçado intuito de proteger seu rico petróleo das garras afiadas dos interesses econômicos que estão por trás desse sórdido enredo. Uma falta de respeito pelas almas das famílias enterradas em covas comuns, cremadas em fornos. Querer apagar a história da Humanidade, esse é o verdadeiro crime. E desse crime são cúmplices o Iran, a Síria, e todos os outros países que sugerem uma atitude contra um membro estabelecido da ONU. Aproveito, já que estamos falando sobre esse mesmo tema, creio que o mundo tem que acordar para o perigo do neo-imperialismo econômico exercido pelas grandes potências. Sob o pretexto de derrubada de governos perigosos, acabam sendo tão trucluentos como os mesmos.E essa perigosa brincadeira que já vimos por aqui no Brasil em 64, no Vietnã, Chile, Uruguay, Argentina, esta agora no Iraque, apenas aumenta o ódio terceiro-mundista e dos obsoletos dinossauros marxistas, pelos americanos e europeus.
Temo agora pela segurança das comunidades judaicas nesses lugares, pois apesar de existirem grandes interesses econômicos de origem judaica, politicamente para nossa surpresa, não revertem diretamente para as comunidades judaicas como imaginam. Somos um povo pobre com alguns muito ricos. Durante a Segunda Guerra, os judeus já viviam nos Estados Unidos com muito sucesso e possuíam mais poder que hoje. Mesmo assim, os americanos , sabendo que existiam atrocidades, deportações em massa e campos de extermínio, somente entraram na guerra ao serem atacados, e depois dos ingleses e russos terem feito uma boa parte do trabalho. O jornal The New York Time, de capital judaico, apesar de possuir informação de repórteres que estiveram na Europa e documentaram em texto , fotos e filme, sequer publicou uma linha durante muito tempo em que duraram as perseguições aos judeus , durante os anos que antecederam o envolvimento de tropas americanas na Europa. Os americanos sabiam que os judeus eram levados em trens para o abate. Por que razão , apesar de dominarem a tecnologia localização e bombardeio aéreo, seus B-52 nunca bombardearam uma linha de trem? A história do Povo Judeu, pode tão real quanto a dos romanos. No entanto ninguém questiona o direito dos italianos de comer seu macarrão em paz, e ser italiano na Itália e no Brasil. Com direito a passaporte extensível a seus descendentes, como fazemos hoje em Israel. Aqui no Brasil, por exemplo, pais de resquícios ditatoriais, os estrangeiros como eu, mesmo sendo empresário e pagar um monte de impostos, não tem direitos, apenas deveres. Tente renovar sua carteira de estrangeiro vencida e conheça o interior dos porões da ditadura, ao vivo e a cores. Com direito a sujar os dedos e ser fichado como estrangeiro, o que por si só já é bastante desagradável.
Principalmente para quem tem filhos brasileiros. Ou seria Brasilianos? Já que o pai é estrangeiro e não um cidadão, deveria ter outro nome. Até a dona da padaria, de origem espanhola, como todos os milhões de imigrantes se sente inferior. Mesmo fazendo o melhor pãozinho da região. Apesar do pouco interesse pelas matérias mais complicadas nunca achei que fosse precisar saber matemática financeira ou logaritmos, mas quando descobri que para ser um bom soldado e fotografo, precisava poder ler as coordenadas de um mapa e entender a equação basica da fotografia, que é de primeiro grau, ou seja, exposição igual a intensidade vezes tempo. Acredito que a superioridade de Tzahal, o Exército de Israel, se deve ao alto grau de cultura do seu povo, não apenas os judeus, isso inclui os árabes beduínos e drusos que servem nessas Forças de Defesa. Israel conseguiu trazer para os árabes, mesmo aqueles que não prestam serviço militar, a possibilidade de obter educação de alto nível, saúde, lazer, salários e moradias muito superiores se comparadas com as condições em qualquer pais islâmico e ate mesmo em alguns lugares por aqui na América do Sul. Esse mesmo exemplo de esperança, o Estado de Israel não surgiu pela necessidade extrema de se realocar o que restou do povo judeu após o Holocausto na Europa. Isso é uma mentira que tentam fazer o mundo engolir. Israel surgiu depois de séculos de exílio de um povo. Surgiu agora novamente, numa versão moderna, porque o mundo precisa de um verdadeiro exemplo de liberdade.
Estão querendo apagar essa chama e não vamos deixar!
Precisamos lembrar sempre para que nunca mais aconteça.

domingo, 6 de maio de 2007

Somos de Paz!


Por incrível que pareça, os povos do deserto de origem árabe, de onde saem os lideres de movimentos terroristas da atualidade, eram considerados os cavaleiros do mundo civilizado da época na Idade Média. Com suas modernas cidades muradas, seus sultões e califas, assim como já haviam feito os egípcios e persas, confiaram seus nobres doentes a médicos judeus, e suas finanças a habilidosos contadores e prestamistas* judeus. Os judeus viveram assim, mil anos entre os árabes na Espanha e em outros países muçulmanos como a Turquia, Iraque, Egito, Síria e Líbano, antes que se criasse o conceito de estado moderno.

Esse conceito social novo, chamado de Estado, permite uma vantagem competitiva para seus habitantes, não mais ligados apenas por laços étnicos, ou por um reinado, mas por fronteiras físicas. No entanto, essa forma de organização geo-politica traz um novo fenômeno nocivo para a sociedade, o terrorismo estatal. O poder do homem sobre o homem, dominando seu semelhante através da força e da coerção moral. Outras novidades trazidas pelo desenvolvimento das cidades estado, e um bom exemplo do dano que pode ser causado pelo monopólio de uma idéia nova e positiva, foi o surgimento da imprensa. Da mesma maneira como Santos Dumont abominou o uso do avião para a destruição, Gutemberg jamais poderia prever o uso nocivo feito pela Inquisição em jornais como o Observattore Romano, de propriedade da igreja. Durante séculos e enquanto duraram os estados papais, esse jornal trazia em suas edições desenhos caricatas de judeus, mostrando-os sempre de maneira pejorativa e textos contando casos fantasiosos. As inúmeras publicações de casos mentirosos e fraudes sobre sacrifícios de sangue realizados em festins diabólicos, são um exemplo do uso indiscriminado da criatividade humana a serviço da demonização de um povo, a invenção da Roma Cristã, agora mais recentemente no século 21 em uso pelos movimentos revolucionários fundamentalistas e todos os insatisfeitos de plantão inclusive a assim chamada esquerda festiva no Brasil.

O movimento anti-semita foi criado por padres da Santa Inquizicione e entidades como Opus Dei, cujas idéias elaboradas durante anos de experiência com a divulgação massiva através das paginas dos jornais romanos, idéias que contribuíram anos mais tarde para a doentia doutrina nacional-socialista. O trabalho feito pela imprensa papal contra os judeus, serviu como base para a criação centenas de anos mais tarde, de uma sociedade européia burguesa, oprimida por seus dirigentes belicosos, dispostos a dominar o mundo. Como podemos perceber, da mesma forma se utilizam palavras de ordem hoje, inspiradas em doutrinas religiosas, mas que de religiosas não tem nada. Um verdadeiro populismo fundamentalista, uma nova forma de nazismo que pressupõe uma igualdade de culto e credo para todos, exceto para as mulheres. Essas mesmas idéias surgidas de uma nova religião criada por idolatras em Roma, com o intuito de dominar o mundo e converter a todos, considerada por seus seguidores como aquela que traz a esperança e misericórdia, contrariamente servem para incendiar e incitar o ódio aos judeus, ciganos , homossexuais entre outros, tudo o que é considerado impuro aos olhos dessa obtusa visão que sugere o bem e o mal como forças separadas. A cultura do pecado.

Esse movimento ajudou a moldar o nazismo, a tal ponto que a própria igreja católica apoiou oficialmente o início do fascismo europeu, negando o fato posteriormente. Da mesma forma, parece incompreensível que todo um movimento baseado numa religião, como vemos em grande parte do Islam, possa sugerir a seus seguidores que o inimigo seja um outro povo. E mais absurdo ainda, classifique como mártires e se orgulhe de pobres coitados que acreditam e cometem atos de terror, matando inocentes, mutilando e ferindo milhares de seres humanos. Todos são filhos do mesmo Criador e a maioria das vitimas do terror hoje, seus irmãos, em casos como no Iraque e Afeganistão. Trocando em miúdos, nem Israel, nem a Europa, nem os USA, ninguém e culpado pela pobreza e isolamento dos povos na região do Oriente Médio, assim como em todos os países onde se segue a doutrina fundamentalista dos aiatolás.

O xiismo contemporâneo se analisado historicamente, pode-se perceber uma corrente de conflito, que se desencadeia desde a morte do profeta Maomé. Povos da mesma origem ancestral, disputam dentro de suas próprias famílias e são divididos em grupos e seitas que se odeiam e se combatem, vide novamente as explosões dentro do Iraque. São doutrinas políticas onde os pregadores são travestidos de religiosos e onde a revolução serve para libertar os infiéis. Marx tinha razão quando afirma que a religião é o ópio do povo, toda religião que não traz dentro de si o conceito de liberdade individual, o livre arbítrio, é realmente uma droga. Para azar de Marx e nossa sorte, a Torah não mudou para se adaptar, como fizeram todas as outras religiões monoteistas. O comunismo acabou, mas sua mensagem de terror ficou. Oi vavoi, imaginemos todos iguais, comendo a mesma comida enlatada, usando as mesmas roupas e vivendo em cubículos, enquanto os nossos lideres vivem em palácios, e mandando a gente para a Sibéria. O Islam me parece a mesma proposta, muitas vezes.

Para entender melhor, existe uma diferença muito profunda e intransponível entre a cultura moderna ocidental e o mundo antigo. Em algum lugar a idéia de um novo mundo geográfico, coincide com a antiga concepção espiritual judaica do Olam Haba`a. Nesse mundo do futuro, todos viverão em paz. As pessoas perceberão em algum momento, que não precisamos acumular riquezas para sobreviver e a melhor coisa que podemos possuir, além do ar , que por sabedoria infinita divina é grátis, somos nós mesmos. Nossos filhos, esposas, maridos, pais e irmãos, com saúde e paz, isso é tudo o que precisamos para poder sobreviver. Todo o resto é supérfluo.

O judaísmo e a religião judaica surgiram historicamente antes das outras religiões, mas apesar do islamismo e cristianismo serem oriundos da mesma cultura e região geográfica que os hebreus ou judeus, existe um fator que não pode deixar de ser analisado, e que determina o abismo existente, a grande diferença no pensamento judaico. O conflito que vivemos hoje pode ser gerado pela disputa por ocupação de terras, por diferenças sociais profundas, pela pobreza e isolamento na qual se encontram os habitantes de algumas republicas islâmicas e suas ditaduras fundamentalistas, mas no âmago da questão, na filosofia de vida e no modo de pensar pode estar a resposta (se é que existe) para o problema. Essa resposta serviria para todos os conflitos, inclusive os daqui, do PCC e outros grupos terroristas que possam surgir: o modo de compreender a vida. Pode parecer uma colocação simplória, mas nessa pequena diferença, estão contidas todas as diferenças. Vou tentar explicar, não sei se conseguirei.

A Torah, o Pentateuco, conhecida como Bíblia Antiga, ou Antigo Testamento, traz um guia útil para a vida de toda a humanidade. Esse Guia Supremo conta a historia das gerações desde Adão, ate a morte de Moisés, o ultimo grande profeta. Numa leitura mais profunda, a interpretação mística das escrituras, segundo o livro do Zoar ou Esplendor traz uma visão cabalística e tem feito muito sucesso entre pessoas das mais diversas origens, não necessariamente judeus, mas um publico procurando esclarecimento para suas duvidas mais profundas.
A essência desse problema, esta enraizada na cultura, portanto profunda demais para ser mudada. A única mudança possível seria, se houvesse uma transformação radical no pensamento dos clericos a favor do judaísmo, independente das questões econômicas que estão por trás da briga pelo domínio dos pontos e da exploração do petróleo. Assim como na época dos padres inquisidores, os mulas e sheiks fazem a cabeças de mais de um bilhão de pessoas espalhadas por todo o mundo. Atinge agora com seu ódio a humanidade e transformam uma pessoa comum num monstro disposto a se explodir e matar inocentes. Na verdade, essas pessoas, manipuladas por seus lideres religiosos, dentro de suas famílias, enxergam através de uma ótica distorcida que considera todos os que são diferentes, e não seguem o profeta Maome, ou Ali, como seus inimigo e opressores. O outro, o diferente. Esse e o problema. O outro lado, o desconhecido e o medo do desconhecido.

A cabala entretanto , vem ensinando o homem a compreender esse fenômeno e deixar de atribuir ao outro suas mazelas. De acordo com a fé judaica, o bem e o mal, são forças do mesmo Criador. O judeu praticante confia em D`us e acredita que Ele é único e que os outros seres, todos são criaturas do mesmo Criador. Quando pensamos diferente de todos os outros povos, com essa visão universal que engloba o bem e o mal, percebemos através de uma analise critica que o verdadeiro inimigo esta dentro de nossa própria mente, e sendo assim não podemos considerar fatores externos culpados de nossos problemas. Os outros não tem culpa, e sim nos mesmos. Alias, o sentimento de culpa quando exteriorizado, pode destruir, mas não resolve o problema. Citando o escritor Amos Oz, cuja obra nada tem de religiosa, mas de uma profunda e enraizada ética judaica, compara Israel e os palestinos como uma família enorme disputando a herança de um quarto e sala, construído num terreno de uma terceira família. Se pudéssemos usar a Torah como escritura definitiva, teríamos outro tipo de situação, muito mais favorável aos judeus e talvez não tivéssemos sofrido perseguições e pogroms durante os últimos séculos. O povo judeu só adquiriu respeito e um lugar entre os povos quando ocupou sua Terra. Se a volta a Israel foi fruto das perseguições ou de um movimento criado por judeus laicos e inspirado nos movimentos nacionalistas da época, não poderemos afirmar com certeza. O que é real hoje, que judeus e árabes e outros descendentes de tantos povos convivem dentro de um Estado criado para ser um estado para os judeus. Esse Estado, apesar de ser parecido com a nociva idéia do Estado, pelo fato de ter sido criado por judeus perseguidos e fugitivos , fez com que se transformasse no primeiro pais moderno da região, onde se respeitam os direitos humanos e onde a vida de cada um , independente de sua origem ,credo e cor, tem alto valor. Se esses novos habitantes judeus fazem parte integrante de sua Terra hoje, foi por mérito de sua cultura ancestral. Se esse pequeno pais merece existir hoje, sera por mérito de nossas raízes culturais que nos permitem rir de nossas próprias mazelas.

Como já citei, essa diferença na forma de pensamento vem gerando perseguições desde que a igreja romana surgiu. Olhando agora pelo lado psicológico da coisa, muitos psicanalistas e outros malucos que acreditam poder curar a alma do próximo, afirmam que todos os problemas psicológicos característicos dos judeus, especialmente a negação de suas origens, seja um problema sexual, gerado pela opressão materna e ausência paterna. Discordo dessa teoria e ouso dizer que o maior problema do judeu foi criado pela figura indecente de um outro suposto judeu seminu pendurado numa cruz. Essa sensação de culpa externa, inexistente na cultura ancestral judaica, acaba se sublimando de tal modo que os jovens judeus assimilados procuram moças cristãs numa tentativa de negar suas origens, ou compensar os pobres cristãos. Considerados pelos sábios da Torah, como sendo ambos de origem divina, o mal e o bem são aceitos como provação. Um dos sábios da época da Guemara, conhecido como Nahum Ish Gamzu, dizia gam zu le tova, (também, isso vem para o bem), ao se referir a um acontecimento negativo. Como esta escrito no tratado de Berachot (bênçãos) do Talmud Babilônico: temos que abençoar o mal assim como o bem. Ou seja, quando nos acontece algo de ruim, sabemos compreender nosso desígnio e se conseguirmos conquistar coisas positivas , terá sido por nosso mérito exclusivo. Acho que precisamos ensinar um pouco mais para o mundo nosso incansável bom humor judaico...

Am Israel Chai!



Am Israel Chai!

O mundo todo é uma ponte muito estreita, e o importante é nunca ter medo!
Essa frase, do r. Nachman de Breslav, que empreendeu viagem da Ucrânia ate Eretz Israel numa época em que as trilhas eram cheias de perigos maiores do que os Clodovil de hoje. Essa expressão demonstra a confiança que lideres chassídicos das grandes comunidades judaicas da Europa depositaram no único e poderoso representante de todos os seres humanos. Onde foi que erramos, poderíamos perguntar agora.
Durante os anos posteriores ao Holocausto, passou a ser um consenso para muitos, que o tema da Shoah não poderia ser compreendido por esta geração e não existiria uma forma de perdoar. Muitas vezes questionados sobre as razões que poderiam ter levado a humanidade a semelhante tragédia, alguns dos lideres políticos e religiosos sobreviventes, optaram por reiniciar uma nova vida, e incentivar o crescimento das comunidades onde se estabeleceram.
Devemos lembrar sempre, para que esse fato não seja apagado e nunca mais se repita. A loucura e insensatez que ocorreu durante a Segunda Guerra, tem precedente histórico na Inquisição, nos pogromim e em tudo o que os judeus passaram nos países onde se estabeleceram, até no exílio no Egito. Acusações a este ou aquele fator religioso ou político poderiam ser feitas, fatos históricos podem ser questionados em seus detalhes, mas nada pode devolver nossos familiares, nem reparar perdas humanas.
Nestes últimos anos, especialmente após as intifadas, temos sentido uma onda de difamação contra o Estado de Israel. Não se trata de questionar fatos nem a História. Se trata de criar uma nova versão para uma historia , que será contada e ensinada em alguns países, para tentar depreciar os aliados americanos num conflito onde somos meros espectadores. Iniciada na mídia árabe e iraniana, essa cartilha rapidamente atingiu o Brasil. Com o recente conflito no Líbano, patrocinado pelo Irã, lemos e vimos na TV cenas antes impensadas no Brasil. Um gaúcho candidato a deputado esbravejando contra Israel, bandeiras queimadas, publicações de cunho anti-sionista, etc...
No entanto, não da para afirmar que exista uma tendência ou conotação anti-semita numa determinada camada social ou num segmento do povo brasileiro. Tenho ficado seriamente preocupado com a proliferação de acusações publicas de anti-semitismo, sendo feitas em nome de todo ishuv. Não pretendo criticar amigos de nenhuma das entidades, que são tantas. Recebemos boletins dos órgãos da kehila, cartas para os veículos e nos blogs, muitas pessoas emocionadas e acabam por criar uma polemica desnecessária, em relação a declarações que muitas vezes são feitas em mídias com muito pouco poder de penetração, apenas uma elite consegue entender quem é quem nesse caso. A maioria esmagadora no Brasil não dispõe dos meios para compreender esse tipo de questão multifacetada e esse tipo de corrente de pensamento anti-semita não faz parte da cultura daqui. Pelo contrario, temos muitos admiradores. Com a globalização, a própria cultura judaica se destaca e não precisa de melhor defesa. Algumas dessas pessoas e casos podem possuir relevância dentro da mídia local, ou não, mas acabam sempre lucrando com o nosso repudio. Nossa indignação se torna uma aliada do inimigo. Talvez devêssemos avaliar melhor nossas respostas, se é que alguns desses sujeitos sequer merecem uma resposta.
Como judeu e cidadão israelense, assim como todos os judeus, vivo fisicamente no Brasil e espiritualmente em Israel. Conhecendo os anseios de liberdade, o sincretismo e o verdadeiro caldeirão étnico que é o povo brasileiro, creio que deveríamos nos preocupar mais em reforçar ao máximo nossa participação dentro da comunidade maior. Integrando aqueles que desejem uma educação judaica e melhorando o estudo da historia e das tradições judaicas. Investindo mais em nossas tradições, movimentos juvenis e programas de intercâmbio com Israel, e com as outras comunidades. Captando mais recursos externos para ajudar também a melhorar as condições de alguns setores de nossa comunidade. Algumas questões tem sido relevadas, como a pobreza, o afastamento gerado pela não aceitação de casamentos mistos, cemitérios empobrecidos e a falta de um hospital judaico, escolas fechando, tnuot e sinagogas que necessitam de recursos externos para existir.
Os judeus do Brasil, assim como todos os judeus do mundo, ao contrário daqueles sábios de abençoada memória que somente possuíam o desejo de ir até lá, tem hoje uma cultura renascida e um povo reunido em nosso lugar de origem. Eretz Israel. Para quem não conhece ainda, vale a pena conhecer. Esta meio difícil arrumar lugar nos vôos, mas pelo menos, e por muito tempo, não precisamos mais temer!
Sergio Nedal Riss

Lula Grelhada com Arroz da Tinta